Beleza

Adeus ao bumbum grande? Médico explica a redução glútea feita por Cardi B

Após revelar que reduziu o volume dos glúteos, cantora explicou por que não pretende passar por uma nova cirurgia; entenda o procedimento

Entenda como funciona a redução glútea feita por Cardi B - Foto: Divulgação

Cardi B voltou a falar sobre os procedimentos estéticos que já realizou. Aos 33 anos, a rapper revelou durante uma live no Instagram que passou por uma redução dos glúteos.

Ela também afirmou que não pretende fazer uma nova cirurgia neste momento. Segundo Cardi, a região ficou com mais flacidez após intervenções anteriores.

A declaração chamou atenção porque Cardi B ficou conhecida justamente pelo visual com glúteos mais volumosos. Agora, a cantora afirma estar satisfeita com o corpo atual.

Ela também não quer passar por uma recuperação longa para diminuir ainda mais a região.

Mas afinal, como funciona uma redução dos glúteos? O médico cirurgião Roberto Chacur explica que a abordagem depende das características de cada paciente.

Como funciona a redução glútea?

De acordo com Roberto Chacur, que atua com harmonização glútea, uma redução pode envolver a retirada de gordura localizada por meio de lipoaspiração.

A técnica, porém, não é igual para todas as pessoas.

“Não se trata de diminuir por diminuir. É preciso avaliar gordura, qualidade da pele, sustentação e proporção com cintura e quadril. O objetivo é chegar a um formato mais equilibrado, sem criar novas deformidades”, explica o médico.

A avaliação da pele é especialmente importante. Quando existe flacidez, retirar apenas volume pode não produzir o resultado esperado.

Em algumas situações, a redução da gordura pode deixar a pele com aparência ainda mais caída. Por isso, o planejamento do procedimento precisa considerar diferentes fatores.

Entre eles estão a quantidade de gordura, a elasticidade da pele e o contorno corporal.

E o que aconteceu com Cardi B?

No caso de Cardi B, é importante fazer uma distinção.

A cantora já contou que recebeu injeções de biopolímeros nos glúteos quando era mais jovem. Em 2024, ela revelou ter passado por uma nova cirurgia para retirar parte desse material.

Em uma live mais recente, Cardi voltou ao assunto e confirmou que havia reduzido os glúteos.

Ela também explicou que a flacidez da pele dificulta uma nova lipoaspiração na região.

Segundo a rapper, retirar mais volume poderia fazer a pele cair ainda mais. Uma nova intervenção poderia exigir a retirada de pele.

Nesse caso, o procedimento seria mais invasivo e teria um período de recuperação maior.

Por isso, Cardi afirmou que prefere manter o corpo como está atualmente. A cantora também disse estar confortável com a própria aparência.

Por que a flacidez importa?

A pele tem capacidade de se adaptar às mudanças de volume do corpo. Porém, essa resposta varia de pessoa para pessoa.

Quando existe excesso de pele ou menor elasticidade, retirar gordura ou outro volume não significa necessariamente conseguir um contorno mais firme.

Por isso, o médico precisa avaliar a região antes de definir qual técnica pode ser indicada.

Roberto Chacur reforça que o objetivo de uma redução não deve ser apenas diminuir medidas.

“A gente tem que pensar em proporção e sustentação. Cada paciente apresenta uma anatomia e um grau de flacidez diferentes”, afirma.

Assim, o planejamento pode mudar bastante de um caso para outro.

Em algumas pessoas, a retirada de gordura pode ser suficiente. Em outras, a presença de excesso de pele pode exigir uma abordagem diferente.

O padrão de beleza também está mudando?

A fala de Cardi B também chama atenção por outro motivo. Durante anos, o aumento dos glúteos esteve entre os procedimentos estéticos mais comentados.

Segundo Nívea Bordin Chacur, CEO do Grupo Leger, existe uma procura por resultados considerados mais proporcionais ao restante do corpo.

“Durante muito tempo, a referência era aumentar. Agora, muitas mulheres chegam querendo corrigir excessos, melhorar a proporção e recuperar um aspecto mais natural. O foco deixou de ser apenas o tamanho e passou a ser a harmonia do conjunto”, afirma.

A percepção sobre o próprio corpo, porém, é individual.

Por isso, a decisão de realizar ou não um procedimento estético deve considerar expectativas realistas, avaliação médica e os possíveis riscos de cada técnica.

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