Saúde Bucal

Beija mal? Cirurgia de frenectomia pode melhorar qualidade do beijo

A cirurgia de frenectomia é indicada para pacientes com língua presa. Por estimular a mobilidade da língua, pode melhorar o beijo

Beija mal? Cirurgia de frenectomia pode melhorar qualidade do beijo - Foto: Shutterstock

O beijo é uma das demonstrações de afeto mais comuns e mais antigas da humanidade. Estudos mostram que o ato de beijar já fazia parte da vida das pessoas há 4.500 anos, no Oriente Médio. Por essas e outras razões, ninguém gostaria de saber que é ruim de beijo. Felizmente, a cirurgia de frenectomia pode ser uma solução para quem sofre com o problema. 

Contudo, é preciso entender antes para quem o procedimento é indicado. De acordo com a especialista em frenectomia e odontopediatra da IGM Odontopediatria, Ilana Marques, a cirurgia serve para corrigir a língua presa. Isto é, uma condição em que o freio lingual, membrana que conecta a língua à parte inferior da boca, é mais curto do que o normal.

“O freio lingual, que é o tecido que conecta a língua ao assoalho da boca, pode ser curto ou apertado em algumas pessoas, o que pode restringir os movimentos da língua. A frenectomia é a remoção cirúrgica desse tecido. Assim, permite uma maior liberdade de movimento da língua. Isso pode facilitar o beijo, tornando-o mais confortável e eficaz”, explica.

Quem pode fazer a cirurgia de frenectomia?

Segundo ela, a frenectomia geralmente é realizada por um cirurgião-dentista especializado, e qualquer pessoa que tenha indicação pode receber a cirurgia. 

“Os sinais que indicam a necessidade de frenectomia podem incluir dificuldade na fala, problemas de alimentação, dificuldade em mover a língua livremente e até mesmo dificuldade em realizar certas atividades bucais, como o beijo”, aponta. 

A especialista destaca ainda que, em alguns casos, o freio lingual curto ou apertado pode contribuir para problemas ortodônticos ou dificuldades na higiene bucal.

Como é a recuperação da cirurgia?

A recuperação da frenectomia lingual geralmente é relativamente rápida e sem complicações. Nos primeiros dias após a cirurgia, pode haver algum desconforto, inchaço e leve sangramento na área tratada quando feita da forma convencional (a frio). Mas, quando feita com laser costuma ser ainda mais tranquilo e sem necessidade de sutura (pontos) e sem sangramento, explica a odontopediatra. 

O uso de analgésicos e enxaguatórios bucais recomendados pelo dentista pode ajudar a aliviar qualquer desconforto e também o uso de laser terapêutico. “A maioria das pessoas pode retornar às suas atividades normais dentro de alguns dias, mas é importante seguir as instruções do dentista sobre cuidados pós-operatórios, como evitar alimentos duros ou picantes e manter uma boa higiene bucal. Em geral, a cicatrização completa pode levar algumas semanas”, finaliza Ilana.

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