Saúde

Câncer na família: entenda quando a genética realmente aumenta o risco

Ter parentes com câncer pode aumentar o risco da doença, mas nem todos os casos estão ligados à herança genética

Entenda qual a relação entre genética e câncer - Foto: Shutterstock

Receber a notícia de que um familiar tem câncer costuma despertar uma preocupação comum: afinal, a doença pode ser hereditária?

A resposta é: depende de cada situação. Embora a genética tenha papel importante em alguns casos, a maioria dos tumores não está diretamente relacionada a mutações herdadas da família.

Por isso, ter parentes com câncer não significa, necessariamente, que a doença será transmitida de geração para geração.

Ter casos de câncer na família aumenta o risco?

A presença de casos de câncer na família pode aumentar o risco para alguns tipos da doença. No entanto, esse aumento não ocorre apenas por fatores genéticos.

Alguns fatores em comum também podem contribuir para o aparecimento de tumores em diferentes membros da mesma família. Entre eles:

Por isso, a análise do histórico familiar deve ser feita de forma cuidadosa e individualizada.

Qual é a diferença entre câncer familiar e câncer hereditário?

Apesar de parecerem sinônimos, os termos têm significados diferentes.

Câncer familiar

O câncer familiar ocorre quando há vários casos da doença entre parentes. Esses casos podem envolver o mesmo tipo de tumor ou diferentes tipos de câncer relacionados.

Nem sempre existe uma alteração genética hereditária identificada.

Muitas vezes, fatores ambientais e comportamentais compartilhados pela família ajudam a explicar esse padrão.

Câncer hereditário

Já o câncer hereditário está associado a mutações genéticas transmitidas de pais para filhos. Essas alterações aumentam a predisposição ao desenvolvimento de determinados tumores.

A confirmação geralmente ocorre por meio de avaliação médica especializada e, em alguns casos, de testes genéticos.

Quantos casos de câncer são hereditários?

Segundo instituições de referência em oncologia, apenas uma parcela dos casos de câncer está ligada a síndromes hereditárias. Estima-se que entre 5% e 10% dos tumores tenham relação direta com mutações genéticas herdadas.

Isso significa que a maior parte dos diagnósticos está associada a uma combinação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

Quando é importante investigar a herança genética?

Alguns sinais podem indicar a necessidade de uma avaliação especializada.

Entre eles estão:

  • Vários casos do mesmo câncer na família.
  • Diagnóstico em idade jovem.
  • Pessoas da mesma família com tumores raros.
  • Ocorrência de múltiplos tumores em uma mesma pessoa.
  • Histórico familiar de síndromes hereditárias já identificadas.

Nessas situações, o médico pode recomendar acompanhamento com especialistas em genética ou oncogenética.

O que é oncogenética?

A oncogenética é uma área da medicina que estuda a relação entre alterações genéticas e o risco de desenvolver câncer. O objetivo é identificar pessoas com maior predisposição à doença.

Com essas informações, é possível planejar estratégias de prevenção, rastreamento e acompanhamento mais adequadas.

Em alguns casos, a identificação precoce do risco permite detectar tumores em estágios iniciais, aumentando as chances de tratamento bem-sucedido.

Histórico familiar não é destino

Ter casos de câncer na família merece atenção, mas não deve ser encarado como uma sentença. Conhecer o histórico familiar ajuda a orientar cuidados preventivos e exames de acompanhamento.

Além disso, hábitos saudáveis continuam sendo importantes aliados para reduzir o risco de diversas doenças. Isso inclui alguns tipos de câncer.

Algumas medidas fazem diferença para a saúde a longo prazo:

  • Manter uma alimentação equilibrada.
  • Praticar atividade física regularmente.
  • Evitar o tabagismo.
  • Realizar consultas médicas periódicas.

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