A ideia de que a gravidez cura a endometriose é um grande mito. A ciência comprova que a doença não desaparece durante a gestação.
Os sintomas realmente diminuem na gravidez e na fase de amamentação diária. Porém, esse alívio acontece apenas devido às grandes alterações hormonais femininas. A doença apenas adormece, mas continua presente no corpo da mulher.
Como funciona a Teoria do Polvo?
O cirurgião ginecológico Dr. Igor Chiminacio criou a didática Teoria do Polvo. O modelo explica como a endometriose atinge diferentes órgãos da paciente.
A gestação interrompe a menstruação, que é o principal estímulo da doença. “Durante a gravidez, a paciente costuma apresentar um alívio dos sintomas”, explica. Esse bloqueio hormonal atrofia as lesões, mas elas podem voltar futuramente.
Impacto da rotina moderna
O comportamento reprodutivo das mulheres mudou bastante nas últimas décadas. No passado, as mulheres engravidavam cedo e menstruavam bem menos.
Hoje, a primeira gestação costuma ocorrer apenas após os trinta anos. As mulheres passam por décadas de ciclos menstruais contínuos antes de engravidar. “Essa exposição prolongada faz com que muitas pacientes cheguem à gravidez já com um quadro avançado”, afirma.
A endometriose não tratada afeta a circulação sanguínea no útero materno. Isso pode aumentar o perigoso risco de um parto prematuro.
A restrição do crescimento fetal também é uma complicação obstétrica possível. A inflamação interfere na chegada de sangue essencial para a placenta. Esses fatores podem comprometer o desenvolvimento saudável do seu bebê.
Diagnóstico precoce e pré-natal seguro
Apesar dos riscos, a maioria das pacientes consegue ter gestações muito saudáveis. Para isso, o acompanhamento médico e o pré-natal são fundamentais.
O médico intensifica o monitoramento para minimizar qualquer risco gestacional. “O diagnóstico precoce continua sendo a melhor forma de preservar a fertilidade”, conclui. Procure um médico para garantir a segurança da mãe e do bebê.