Saúde

Haja coração e cabeça: como a Copa pode ser um gatilho para a enxaqueca

A reta final do torneio traz muita tensão e mudança na rotina. Especialista da ABN explica como evitar a dor

Veja como a Copa pode desencadear crises de enxaqueca - Foto: Shutterstock

A fase decisiva da Copa do Mundo traz emoção e muita expectativa. No entanto, os jogos podem desencadear graves crises de enxaqueca.

A tensão das partidas eliminatórias afeta quem convive com essa doença neurológica. Os momentos mais intensos reúnem vários fatores que estimulam a dor. Por isso, a prevenção e o cuidado devem ser redobrados.

Quais são os gatilhos dessas crises?

A rotina dos fãs de futebol muda bastante durante os grandes campeonatos. Ansiedade e noites mal dormidas tornam-se muito comuns nessa época.

O consumo excessivo de álcool e os longos jejuns também prejudicam. Passar horas diante das telas contribui para o agravamento do quadro.

A combinação desses hábitos aumenta o risco em pessoas predispostas. Fortes emoções e o estresse dos pênaltis podem ser o estopim.

Sintomas mais comuns da doença

Essa condição clínica afeta milhões de pessoas no mundo todo. Ela figura entre as principais causas de incapacidade global atualmente.

A dor de cabeça intensa e pulsátil é o sintoma mais marcante. O paciente também relata fortes náuseas e episódios de tontura.

A sensibilidade à luz e aos sons incomoda bastante durante as partidas. Alterações visuais completam o quadro de sofrimento de muitos torcedores.

Como evitar a dor na hora do jogo?

Dormir bem e manter uma boa hidratação são atitudes essenciais. Evite ficar longos períodos sem comer e modere o álcool. Fazer pequenas pausas longe das telas também ajuda muito.

A Dra. Renata Gomes, coordenadora do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), destaca a prevenção. Identificar os gatilhos individuais faz total diferença no controle do problema.

Avanços no tratamento médico

Apesar da prevenção, os pacientes contam com opções de tratamento mais modernas. A médica detalha essas inovações terapêuticas disponíveis hoje:

“Os últimos anos trouxeram boas novidades no tratamento da enxaqueca, com o desenvolvimento de medicamentos específicos que atuam diretamente nos mecanismos da doença. Uma novidade são os anticorpos monoclonais contra o CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina), uma substância liberada durante as crises de enxaqueca”.

A Dra. Renata Gomes também esclarece sobre a disponibilidade desses recursos no país:

“Esses medicamentos incluem erenumabe, fremanezumab, galcanezumab e eptinezumabe, aprovados para prevenção da enxaqueca a partir de 2018 e disponíveis no Brasil desde 2020 (todos de uso injetável). O único em comercilaização no Brasil agora é o Fremanezumabe (com a recente saída do mercado do Galcanezumabe)”.

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