Saúde

Intestino preso? Médico explica mitos e verdades sobre o uso de laxantes

Especialista esclarece dúvidas sobre dependência, uso excessivo e quando procurar avaliação médica

Entenda os riscos do uso de laxantes para casos de intestino preso - Foto: Shutterstock

A prisão de ventre, também conhecida como intestino preso, é uma condição comum e pode afetar a qualidade de vida. A constipação também está entre os efeitos que podem acompanhar o uso de canetas emagrecedoras.

A condição atinge entre 11% e 37% dos pacientes que tratam a obesidade. Quando não é manejada corretamente, pode comprometer a adesão ao tratamento.

Além da hidratação, do consumo de fibras e da prática de atividade física, o uso de medicamentos pode ser uma opção para aliviar a prisão de ventre.

Os laxantes, porém, ainda são cercados por dúvidas. Questões sobre dependência, efeitos no organismo e formas de uso podem levar algumas pessoas a adiar a busca por tratamento ou utilizar esses medicamentos de maneira inadequada.

Para esclarecer os principais questionamentos, o Dr. Eduardo Antônio André, médico especialista em gastroenterologia e endoscopia digestiva e parceiro da Opella, explica os cuidados relacionados ao uso de laxantes.

“A prisão de ventre é uma condição comum, que pode impactar significativamente a qualidade de vida das pessoas. O acesso à informação baseada em evidências é fundamental para que os pacientes entendam quando buscar orientação médica e quais são as opções disponíveis para o tratamento”, explica o especialista.

Laxantes sempre causam dependência?

Mito.

Existem diferentes classes de laxantes, com mecanismos de ação distintos. Quando utilizados conforme a orientação da bula ou a recomendação médica, muitos podem ser usados para o tratamento da constipação ocasional.

O Dulcolax, por exemplo, é um laxante estimulante. De acordo com o material fornecido, ele atua diretamente no intestino e não causa vício.

A constipação pode afetar a qualidade de vida?

Verdade.

Desconforto abdominal, sensação de inchaço, dor e dificuldade para evacuar estão entre os sintomas associados à prisão de ventre.

Além dos efeitos físicos, a condição pode interferir no bem-estar emocional e nas atividades do dia a dia.

Quanto mais laxante, melhor o alívio?

Mito.

O uso excessivo ou inadequado de laxantes pode provocar desconfortos e outros efeitos indesejados.

Por isso, é importante respeitar a dose recomendada pelo profissional de saúde. O tratamento também deve seguir as orientações da bula.

A prisão de ventre pode ser resolvida apenas com medicamentos?

Mito.

Os laxantes podem ajudar no alívio da constipação, mas não são a única medida relacionada à saúde intestinal.

Uma alimentação rica em fibras, a hidratação adequada e a prática regular de atividade física também contribuem para o funcionamento do intestino.

É importante investigar sintomas persistentes?

Verdade.

Quando a prisão de ventre se torna frequente ou recorrente, é importante procurar avaliação médica.

A atenção deve ser ainda maior quando o quadro aparece junto de sinais como sangramento, perda de peso sem explicação ou dor intensa.

Nesses casos, a avaliação profissional pode ajudar a identificar possíveis causas para os sintomas.

Laxante faz perder o controle sobre a ida ao banheiro?

Mito.

Nem todo laxante tem ação imediata ou imprevisível. Existem opções com tempo de ação conhecido, o que pode ajudar a pessoa a se organizar durante a rotina.

O Dulcolax, por exemplo, proporciona alívio previsível a partir de seis horas, de acordo com as informações fornecidas sobre o medicamento.

Por que falar sobre saúde intestinal?

A prisão de ventre ainda pode ser um assunto cercado de constrangimento. Para o Dr. Eduardo, isso pode fazer com que algumas pessoas convivam com os sintomas por longos períodos sem buscar ajuda.

“Muitas pessoas convivem com os sintomas por longos períodos sem procurar ajuda. Promover informação de qualidade é uma forma de incentivar o cuidado com a saúde intestinal e combater mitos que podem prejudicar o tratamento”, afirma.

Por isso, entender os sintomas e as possibilidades de tratamento pode ajudar na busca por cuidados adequados. Em casos persistentes, recorrentes ou acompanhados de sinais de alerta, a avaliação de um profissional de saúde é fundamental.

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