Doenças

Mão-pé-boca: odontopediatra fala sobre tratamento da infecção

Especialista explica como a laserterapia pode ser uma aliada ao tratamento dos sintomas

Os sintomas da doença resultam em mal-estar e afetam a qualidade de vida das crianças / Foto: Shutterstock

A mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa que acomete principalmente crianças menores de cinco anos. A doença se manifesta por meio de lesões dolorosas nas regiões da boca, pés e mãos, causando sintomas proeminentes como febre e mal-estar. A condição costuma dificultar a alimentação e a ingestão de líquidos, prejudicando a saúde e qualidade de vida dos pacientes. 

A odontopediatra Ilana Marques, da clínica IGM Odontologia para família, explica que, apesar do quadro normalmente se resolver sozinho, a síndrome deve ocasionar desconforto e resultar na desidratação e infecções bacterianas secundárias. “Se não tratada adequadamente, pode haver a necessidade de internação para hidratação intravenosa e uso de antibióticos”.

Sintomas da mão-pé-boca

  • Febre e sensação de mal-estar
  • Vômitos e diarreia 
  • Bolhas vermelhas na boca, língua, pés, mãos, braços e pernas
  • Lesões na região genital também podem surgir

Tratamento

Assim como em outras infecções virais, o tratamento da mão-pé-boca se direciona ao alívio dos sintomas, já que ela deve regredir espontaneamente após alguns dias. Porém, uma alternativa de apoio à recuperação das crianças é a laserterapia. A abordagem permite que a condição receba amparo desde o início da manifestação dos sinais, diminuindo o ciclo da doença e evitando que a mesma evolua para um quadro bacteriano. 

“A Terapia Fotodinâmica (PDT) é um método que combina a aplicação de azul de metileno nas áreas lesionadas com o uso de um laser terapêutico. Essa abordagem reduz a carga viral, tem ação anti-inflamatória e alivia a dor”, esclarece a especialista.

Além disso, o laser apresenta benefícios fundamentais durante o ciclo da doença. Isso porque o procedimento é rápido, seguro e indolor, de modo a proporcionar uma melhora considerável desde a primeira sessão. Assim, é possível que as crianças voltem a se alimentar e tenham um processo de recuperação tranquilo, diminuindo os impactos da síndrome no bem-estar.

Por fim, a odontopediatra reforça que a procura por uma avaliação profissional é essencial, já que a mão-pé-boca se assemelha a outras condições, como as aftas. “Os pais devem ficar atentos, pois essa é uma doença contagiosa que causa bastante desconforto. Identificar os sintomas precocemente pode evitar complicações”, conclui.

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