Saúde

Marido de Claudia Raia fala sobre andropausa: entenda quais são os sinais

Em entrevista à coluna Play, de O Globo, Jarbas Homem de Mello revelou que faz reposição de testosterona há quase cinco anos

Saiba mais sobre a andropausa - Foto: Reprodução/Instagram

O ator Jarbas Homem de Mello, de 56 anos, falou sobre sua saúde em entrevista à coluna Play, de O Globo, e revelou que faz reposição de testosterona há quase cinco anos.

Marido de Claudia Raia, ele levou o tema para os palcos ao abordar as mudanças hormonais relacionadas ao envelhecimento masculino e incentivar o diálogo sobre o assunto.

A condição, popularmente conhecida como andropausa, costuma despertar dúvidas entre os homens, principalmente por envolver alterações hormonais que podem impactar a qualidade de vida.

Mas afinal, o que é a andropausa e quando o tratamento é indicado?

O que é a andropausa?

Embora o termo “andropausa” seja amplamente utilizado, especialistas costumam se referir ao quadro como Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM).

Diferentemente da menopausa feminina, que ocorre de forma mais abrupta, a redução da testosterona nos homens acontece gradualmente ao longo dos anos. Estima-se que, a partir dos 40 anos, a produção do hormônio diminua cerca de 1% ao ano.

Nem todos os homens apresentam sintomas, mas, quando eles surgem, podem afetar a disposição, a saúde física e o bem-estar emocional.

Principais sinais e sintomas

A queda dos níveis de testosterona pode provocar diferentes manifestações no organismo. Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Diminuição da libido;
  • Dificuldade de ereção;
  • Perda de massa muscular;
  • Aumento da gordura abdominal;
  • Cansaço frequente;
  • Irritabilidade;
  • Insônia;
  • Alterações de humor;
  • Dificuldade de concentração;
  • Redução da densidade óssea.

Além do envelhecimento natural, fatores como obesidade, diabetes, tabagismo e consumo excessivo de álcool podem contribuir para o agravamento do quadro.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da DAEM deve ser realizado por um médico, com base na avaliação dos sintomas e em exames laboratoriais que medem os níveis de testosterona no sangue.

Por isso, a presença isolada de alguns sintomas não é suficiente para confirmar a condição.

Tratamento exige acompanhamento médico

Quando indicada, a reposição hormonal pode ajudar a melhorar os sintomas e a qualidade de vida do paciente.

O tratamento pode ser realizado por diferentes vias, incluindo medicamentos orais, géis, adesivos transdérmicos e aplicações injetáveis, sempre sob orientação médica.

Além da reposição hormonal, mudanças no estilo de vida também costumam fazer parte da estratégia de tratamento.

Entre as principais recomendações estão:

  • Praticar musculação ou exercícios de força regularmente;
  • Manter uma alimentação equilibrada;
  • Controlar o peso corporal;
  • Dormir bem;
  • Evitar o cigarro e o consumo excessivo de álcool.

O perigo da automedicação

A reposição de testosterona nunca deve ser iniciada sem avaliação médica.

O uso inadequado do hormônio pode aumentar o risco de efeitos adversos e complicações de saúde. Entre os problemas associados ao uso sem acompanhamento estão alterações hormonais, infertilidade, redução do tamanho dos testículos, problemas hepáticos e cardiovasculares.

Por isso, a orientação de um urologista ou endocrinologista é fundamental para avaliar a necessidade do tratamento e acompanhar sua evolução.

Fonte: Informações sobre o relato de Jarbas Homem de Mello foram originalmente publicadas em entrevista concedida à coluna Play, de O Globo.

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