Saúde

NFL no Brasil: médico explica os riscos das colisões para o cérebro

O uso do capacete protege, mas não elimina o perigo das lesões e concussões cerebrais no futebol americano

Entenda os riscos das colisões no futebol americano - Foto: reprodução/@nflbrasil

Neste domingo (27), Dallas Cowboys e Baltimore Ravens entram em campo no primeiro jogo da NFL no Maracanã. Além da expectativa pela partida, o confronto também coloca em evidência os impactos característicos do esporte.

As colisões podem provocar concussões e, em casos mais graves, contusões e sangramentos cerebrais. Segundo o neurocirurgião Dr. Pedro Góes, da Casa de Saúde São José, a concussão é a lesão cerebral mais comum na modalidade.

Quais são os sinais de uma concussão?

A concussão pode acontecer mesmo sem perda de consciência. Entre os principais sinais estão:

  • Dor de cabeça;
  • Tontura e desequilíbrio;
  • Náusea;
  • Alterações na visão;
  • Confusão;
  • Dificuldade de concentração ou memória;
  • Mudanças de comportamento.

“É importante destacar que ela pode acontecer mesmo quando o jogador não perde a consciência”, explica Dr. Pedro. Colisões mais intensas podem causar contusões, sangramentos e outras lesões cerebrais. Os lobos frontal e temporal estão entre as regiões que podem ser afetadas.

Já os chamados impactos subconcussivos podem não provocar sintomas, mas se repetir ao longo da carreira. A exposição frequente a traumatismos cranianos está associada à encefalopatia traumática crônica (ETC), doença neurodegenerativa relacionada a alterações de memória e comportamento.

Isso não significa que todo atleta exposto desenvolverá a doença. Ainda existem fatores de risco que seguem em estudo.

Após uma colisão, sinais como perda de consciência, confusão intensa, convulsões, vômitos repetidos, fraqueza, alterações da fala ou dor de cabeça muito intensa exigem atendimento médico imediato.

Mesmo sem esses sintomas, uma suspeita de concussão já indica a retirada do atleta da partida. O jogador também não deve retornar ao jogo no mesmo dia.

Capacete evita lesões cerebrais?

O capacete reduz o risco de diversos traumas, mas não elimina completamente os impactos sobre o cérebro. “O capacete oferece proteção contra diversos tipos de trauma, mas não consegue impedir completamente que o cérebro sofra com os movimentos provocados por uma colisão”, ressalta o neurocirurgião.

Por isso, técnica, prevenção e regras de segurança também são importantes. Evitar que a cabeça seja o primeiro ponto de contato durante o tackle ajuda a reduzir os riscos. “O objetivo não é tirar a intensidade do futebol americano, mas permitir mais segurança para o esporte”, conclui Dr. Pedro.

Você também vai gostar

Guia da Saúde

Hipertensão, diabetes e sedentarismo estão entre os fatores modificáveis associados ao risco de demência

Saúde Mental

Passa o dia ocupado, mas tem dificuldade para se concentrar? O uso constante de telas e o excesso de notificações alternam rapidamente a atenção...

Fitness

O uso melhora o foco de idosos, vegetarianos e pessoas que dormem mal

Saúde

A doença nem sempre causa paralisia evidente. Conheça os sintomas menos comuns e saiba quando buscar ajuda

Sair da versão mobile