Saúde

Pacientes com câncer podem tomar vacina da gripe? Oncologista explica

A imunização é essencial no inverno para evitar complicações. Oncologista esclarece as dúvidas sobre o tema

Entenda se pacientes em tratamento oncológico podem tomar vacina da gripe - Foto: Shutterstock

Com a chegada do inverno, as infecções respiratórias aumentam bastante. O vírus da gripe circula com muito mais força. Isso gera dúvidas nos pacientes em tratamento contra o câncer. Afinal, quem faz quimioterapia ou radioterapia pode tomar vacina?

A resposta do oncologista vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia, Dr. Ramon Andrade de Mello, é positiva!

Riscos da gripe para o paciente oncológico

O câncer e os tratamentos alteram o nosso sistema imunológico. Isso eleva o risco de desenvolver formas graves da gripe“A gripe não é apenas um resfriado forte”, alerta o médico. A doença pode evoluir rapidamente para uma perigosa pneumonia.

Ela pode causar internações e interromper o tratamento do câncer. “A prevenção é a melhor estratégia”, explica Dr. Ramon. Um dos maiores medos é que a vacina cause infecção. O médico garante que isso não acontece com vírus inativados.

“Essas vacinas não contêm vírus vivos capazes de provocar infecção”, afirma. Elas estimulam a proteção de forma muito segura. Vacinas com vírus vivos atenuados não são indicadas nesses casos. O sistema imunológico do paciente não deve ser exposto.

Qual é o melhor momento para vacinar?

O momento ideal varia conforme o tratamento de cada pessoa. O médico pode indicar a vacina antes da quimioterapia começar. Ela também pode ocorrer em intervalos específicos entre os ciclos. “Cada paciente possui uma condição clínica diferente”, orienta o oncologista.

O planejamento conjunto garante mais eficácia e segurança na imunização. A família e os cuidadores também precisam se vacinar. A imunização das pessoas próximas cria uma forte barreira protetora.

Esclarecendo os mitos mais comuns

Muitos acreditam que a vacina pode enfraquecer ainda mais o corpo. Outro mito é que ela interfere no tratamento oncológico. “Na prática, o benefício costuma superar amplamente os riscos”, explica Dr. Ramon. A vacinação reduz a gravidade e diminui perigosas complicações.

Logo, o paciente não deve deixar de tomar a vacina por conta própria. Converse com seu oncologista para definir a estratégia ideal.

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