Connect with us

O que você está procurando?

Doenças

Esteatose hepática: 30% da população brasileira tem gordura no fígado

A esteatose hepática é considerada uma doença silenciosa, que pode se agravar rapidamente sem o tratamento adequado

Esteatose hepática: 30% da população brasileira tem gordura no fígado
Esteatose hepática: 30% da população brasileira tem gordura no fígado - Foto: Shutterstock

Hoje (08/06) é o Dia Internacional de Combate à Esteatose Hepática, mais conhecida como gordura no fígado. A doença atinge aproximadamente 30% da população brasileira, de acordo com o Ministério da Saúde, e exige uma séria mudança no estilo de vida para o sucesso do tratamento. 

A hepatologista Andreia Evangelista, do Centro Avançado Hepatobiliar do Hospital São Vicente de Paulo (RJ) frisa que seguir o acompanhamento médico e nutricional é fundamental. Além disso, a prática regular de exercícios físicos é indispensável. “Minha orientação é praticar menos 150 minutos de exercícios aeróbicos ou de resistência por semana”, orienta a especialista.

A obesidade é um dos principais fatores de risco da esteatose hepática. “O controle do peso, em muitos casos, pode evitar o surgimento ou mesmo reverter algumas complicações, como reduzir a inflamação e melhorar os exames laboratoriais”, afirma a hepatologista.

Quando não tratada, a esteatose hepática pode propiciar o surgimento de complicações. É o caso da resistência à insulina, resultando em diabetes, e até mesmo o desenvolvimento de neoplasias, como o câncer de fígado, por exemplo. Em alguns casos, também, pode ocorrer a esteato-hepatite, que é uma inflamação, e iniciar um processo de cicatrização que é a chamada fibrose que, em grau avançado, alcança o estágio de cirrose.

A esteatose hepática é silenciosa

O Dr. Rafael Nicastro, médico cirurgião do aparelho digestivo, explica que, na grande maioria das vezes, a doença não apresenta sintomas, por isso é silenciosa. Quando surge na forma sintomática, dor no abdômen e cansaço são os sinais mais comuns.

Continua após publicidade

Por isso, o médico destaca que é importante se manter atento,pois o principal risco é evoluir para a forma grave da doença (insuficiência hepática). O quadro também pode evoluir para cirrose. Já o acometimento de outros órgãos depende do grau da doença e do tempo de evolução, além da doença/distúrbio de base associado à esteatose hepática. A cirrose hepática pode até resultar em câncer de fígado, além de aumentar as chances de infartos e derrames. 

Tratamento

Segundo o Dr. Yago Fernandes, médico endocrinologista do Instituto Nutrindo Ideais, não existe tratamento definitivo para a esteatose hepática. Geralmente, os médicos recomendam a adoção de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos para controlar o excesso de peso, a resistência à insulina, os níveis de colesterol e triglicérides e a pressão arterial.

Vale destacar que o emagrecimento gradual é consequência de um estilo de vida saudável, prática de exercício físico regular e dieta equilibrada. Todas essas coisas levam à estabilização da doença e deixam o estilo de vida saudável sustentável. Já o tratamento cirúrgico é exclusivo para casos graves que evoluem com cirrose e insuficiência hepática. Nesses casos, é necessário o transplante de fígado.

Advertisement

Você também vai gostar

Doenças

Especialista explica como as medidas curativas auxiliam na qualidade de vida dos pacientes 

Guia da Saúde

Gordura no fígado pode ser revertida com alimentação certa. Veja o que priorizar e evitar, segundo nutróloga, para cuidar da saúde do seu fígado.

Saúde

A gordura no fígado costuma evoluir de forma silenciosa, mas alguns sintomas podem surgir quando a doença avança. Entenda os fatores de risco e...

Doenças

A esteatose hepática costuma evoluir de forma silenciosa, mas pequenas atitudes do dia a dia podem aumentar o risco da doença