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Sedentarismo atinge 47% dos brasileiros e eleva riscos cardíacos

Falta de tempo, cansaço e desmotivação dificultam prática de exercícios; médico alerta para impactos no coração

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Sedentarismo atinge 47% dos brasileiros e eleva riscos cardíacos - Foto: Shutterstock

O sedentarismo segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e já afeta 47% dos adultos brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os jovens, o cenário é ainda mais preocupante: o índice de inatividade física pode chegar a 84%.

O alerta é do Dr. Samuel Messias Soares Filho, professor do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina, que observa na prática clínica a relação direta entre a falta de atividade física e o aumento das doenças cardiovasculares.

Por que tantas pessoas não conseguem se exercitar?

De acordo com o especialista, os principais obstáculos relatados pelos pacientes são falta de tempo, cansaço ao fim do dia e desmotivação. Há ainda quem sinta vergonha de frequentar academias ou não saiba como iniciar uma rotina de exercícios.

Entre pessoas com doenças crônicas, como obesidade ou problemas articulares, o medo da dor ou de agravar o quadro de saúde também se torna um fator limitante para sair do sedentarismo.

Sedentarismo é um vilão silencioso do coração

Segundo o Dr. Samuel, a inatividade física age de forma gradual e silenciosa no organismo.

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O sedentarismo contribui para o aumento da pressão arterial, elevação do colesterol ruim (LDL) e ganho de peso, fatores que elevam significativamente o risco de diabetes tipo 2.

Com o tempo, esses desequilíbrios sobrecarregam o coração e os vasos sanguíneos, aumentando as chances de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.

“É como se o corpo fosse enfraquecendo aos poucos, até que surgem problemas mais graves”, explica o médico.

Pequenas mudanças já fazem diferença

Para combater o sedentarismo, o especialista defende metas simples e progressivas, especialmente para quem está começando.

“Caminhar dez minutos por dia, subir escadas ou descer um ponto antes do ônibus já faz diferença. O importante é começar”, orienta.

Ele reforça que qualquer movimento é melhor do que nenhum. Ao perceber benefícios como mais disposição, melhora do sono, redução de dores e ganhos na saúde mental, a tendência é que o hábito se mantenha ao longo do tempo.

Avaliação médica garante mais segurança

O acompanhamento médico é fundamental, principalmente para idosos e pessoas com doenças crônicas. Antes de iniciar qualquer atividade física, o ideal é passar por uma avaliação para identificar possíveis riscos, como arritmias, insuficiência cardíaca ou lesões articulares.

A partir dessa análise, o profissional pode indicar o tipo de exercício mais adequado, ajustar medicamentos e acompanhar a evolução do paciente.

“O trabalho conjunto entre médicos, educadores físicos e fisioterapeutas potencializa os resultados e garante mais segurança”, reforça o Dr. Samuel.

Movimento é parte do cuidado com a saúde

Diante de números tão elevados, combater o sedentarismo vai além da estética ou do desempenho físico. Trata-se de uma estratégia essencial para prevenir doenças, melhorar a qualidade de vida e proteger a saúde do coração em todas as fases da vida.

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