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Brasil registra alta de 65% no congelamento de embriões em cinco anos

Estoque nacional se aproxima de 700 mil embriões armazenados em clínicas

Congelamento de embriões cresce com avanço da fertilização in vitro
Congelamento de embriões cresce com avanço da fertilização in vitro - Foto: Shutterstock

O número de embriões congelados no Brasil cresceu de forma expressiva nos últimos anos. Dados do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), ligado à Anvisa, mostram que o país registrou aumento de 65% entre 2020 e 2025 nesse tipo de procedimento.

Somente em 2025, foram 143.194 novos embriões criopreservados, o maior volume da série recente. O número representa um crescimento de 11,7% em relação a 2024.

Com isso, o estoque nacional de embriões armazenados em clínicas de reprodução assistida já chega a 688.177, aproximando-se da marca de 700 mil.

Crescimento contínuo nos últimos anos

Em 2020, o Brasil havia registrado 86.833 embriões congelados no ano. Desde então, os números seguem em trajetória de crescimento.

Para o médico Wilson Jaccoud, diretor médico da Fert Embryo, esse aumento reflete a expansão da medicina reprodutiva no país e o maior acesso aos tratamentos de fertilização in vitro.

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A criopreservação de embriões faz parte do processo da fertilização assistida e permite que a transferência embrionária seja realizada em momento mais adequado dentro do tratamento.

Sudeste concentra maior número

Os dados também revelam forte concentração regional.

A região Sudeste responde por 68,14% de todo o estoque nacional, com 468.937 embriões congelados.

Na sequência aparecem:

  • Sul: 84.499 embriões.

  • Nordeste: 73.661 embriões.

  • Centro-Oeste: 51.272 embriões.

  • Norte: 6.833 embriões.

A região Norte representa menos de 1% do total, evidenciando desigualdades no acesso à reprodução assistida.

Entre os estados, São Paulo lidera com 363.552 embriões congelados, seguido por Minas Gerais, com 49.665, e Rio de Janeiro, com 46.929.

Perfil das pacientes influencia crescimento

Outro fator importante é o perfil das mulheres que procuram tratamentos de fertilidade.

A maioria das pacientes que recorrem à fertilização in vitro no Brasil tem mais de 35 anos. Dados da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida indicam que mais de 70% dos ciclos de FIV realizados no país ocorrem nessa faixa etária.

O adiamento da maternidade por motivos profissionais, acadêmicos ou pessoais tem levado muitas mulheres a buscar tratamento em idades mais avançadas.

Nesse contexto, o congelamento de embriões surge como uma etapa técnica do tratamento, permitindo preservar os embriões e planejar o momento mais adequado para a gestação.

Avanço da medicina reprodutiva

Especialistas apontam que o crescimento também está ligado à ampliação da oferta de clínicas e tratamentos de reprodução assistida em diferentes regiões do país.

A criopreservação de embriões é considerada uma ferramenta importante dentro da fertilização in vitro, pois aumenta as chances cumulativas de gravidez e permite maior planejamento terapêutico.

Com o avanço das tecnologias laboratoriais e protocolos médicos, a técnica tem se consolidado como uma das principais estratégias da medicina reprodutiva moderna.

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