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Alergia ou intolerância alimentar? Saiba como identificar os sinais nas crianças

Médicos explicam as diferenças entre as condições e alertam para os riscos do autodiagnóstico e das restrições alimentares sem orientação médica

Alergia e intolerância alimentar não são a mesma coisa e exigem cuidados diferentes na infância
Alergia e intolerância alimentar não são a mesma coisa e exigem cuidados diferentes na infância - Foto: Shutterstock

Diante do aumento das restrições alimentares nas escolas e da maior conscientização sobre alergias, uma dúvida continua sendo frequente entre pais e responsáveis: como saber se a criança tem alergia ou intolerância alimentar?

Embora os sintomas possam parecer semelhantes em alguns casos, as duas condições têm causas diferentes e exigem cuidados específicos. Segundo especialistas, o diagnóstico correto é essencial para evitar tanto restrições alimentares desnecessárias quanto o risco de negligenciar casos potencialmente graves.

Qual é a diferença entre alergia e intolerância alimentar?

A principal diferença está na forma como o organismo reage ao alimento.

A intolerância alimentar não envolve o sistema imunológico. Ela costuma ocorrer quando o organismo tem dificuldade para digerir ou metabolizar determinado componente, como acontece na intolerância à lactose.

Já a alergia alimentar é uma reação do sistema imunológico contra proteínas presentes em alimentos como leite, ovo, soja, trigo, castanhas, peixes e frutos do mar.

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Os sintomas podem variar de acordo com a gravidade do quadro.

Quais sinais merecem atenção?

Nas alergias alimentares, as manifestações podem incluir:

  • manchas vermelhas na pele;
  • inchaço nos lábios, olhos ou língua;
  • coceira intensa;
  • vômitos e diarreia;
  • dor abdominal;
  • dificuldade para respirar.

Em situações mais graves, a criança pode desenvolver anafilaxia, uma reação alérgica rápida que exige atendimento médico imediato.

Leia também: Nem toda pinta é inofensiva; saiba quando ela pode indicar câncer de pele.

O perigo do autodiagnóstico

Segundo o alergista Dr. Thiago Bezerra, um dos maiores problemas atualmente é que muitas famílias retiram alimentos importantes da alimentação infantil sem confirmação médica.

“Retirar grupos alimentares inteiros, como leite, trigo ou glúten, sem um diagnóstico médico real, pode comprometer o crescimento e o desenvolvimento nutricional da criança”, alerta o especialista.

Ele também reforça que minimizar uma alergia pode ser igualmente perigoso.

“Em crianças com alergia alimentar grave, pequenas quantidades do alimento podem desencadear reações importantes, incluindo anafilaxia.”

Como proteger as crianças?

Para garantir a segurança dos pequenos, os especialistas recomendam alguns cuidados importantes:

  • nunca excluir alimentos da dieta sem orientação médica;
  • procurar um alergista ou pediatra diante da suspeita de alergia;
  • informar a escola sobre o diagnóstico da criança;
  • manter um plano de ação para casos de emergência;
  • ler atentamente os rótulos dos alimentos industrializados, incluindo a indicação de possíveis traços de alérgenos.

Quando procurar atendimento?

Se a criança apresentar sintomas como dificuldade para respirar, inchaço no rosto, vômitos repetidos ou manchas pelo corpo logo após ingerir um alimento, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.

Segundo os especialistas, o diagnóstico precoce permite controlar a condição com mais segurança, reduz riscos e melhora a qualidade de vida tanto das crianças quanto de suas famílias.

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