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Saúde da Mulher

7 dicas para uma amamentação mais confortável e sem complicações

Posicionamento, pega correta e atenção aos sinais do bebê podem tornar a amamentação mais confortável para mãe e filho

Mulher negra sentada no sofá, cabelo, amamentando bebê no colo.
Confira essas dicas de como amamentar - Foto: Shutterstock

A chegada de um bebê traz muitas dúvidas. Principalmente para as mães de primeira viagem.

A amamentação costuma estar entre as principais preocupações do pós-parto. Afinal, é comum surgir insegurança sobre a posição do bebê, a pega e a frequência das mamadas.

O leite materno é o alimento ideal para o bebê nos primeiros meses de vida. Sempre que possível, recomenda-se iniciar a amamentação na primeira hora após o nascimento.

O Ministério da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses.

Nesse período, não é necessário oferecer água, chás, sucos ou outros alimentos. As exceções devem ser orientadas por profissionais de saúde.

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A recomendação é manter a amamentação até os dois anos ou mais. A partir dos seis meses, ela deve ser complementada com uma alimentação adequada.

Alguns cuidados podem facilitar esse processo. A Dra. Ana Claudia, pediatra do dr.consulta, explica como tornar as mamadas mais confortáveis.

1. Escolha uma posição confortável

Antes de posicionar o bebê, cuide da sua postura.

Mantenha os ombros relaxados. Apoie a coluna e os braços.

A mãe pode amamentar sentada, inclinada ou deitada. Não existe uma única posição correta.

O importante é encontrar uma postura confortável para cada momento.

Uma almofada de amamentação também pode ajudar. Apoiar os pés em um banquinho é outra alternativa.

2. Posicione o bebê corretamente

O bebê deve ficar com a cabeça e o tronco alinhados.

Evite que o pescoço fique torcido para alcançar o peito.

Na posição conhecida como barriga com barriga, o bebê fica de frente para a mãe. A barriga dele deve estar voltada para o corpo dela.

O bebê também precisa ficar próximo da mama. Os braços devem permanecer livres.

A cabeça não deve ser pressionada durante a mamada. O apoio deve ser leve, principalmente na região do pescoço e dos ombros.

3. Observe os sinais de fome

A amamentação deve acontecer em livre demanda.

Isso significa oferecer o peito sempre que o bebê apresentar sinais de fome.

Alguns sinais aparecem antes do choro. O bebê pode abrir a boca, mexer a cabeça em busca da mama ou colocar as mãos na boca.

Movimentos de sucção e maior agitação também podem indicar fome.

O choro costuma ser um sinal mais tardio.

Perceber esses sinais ajuda a iniciar a mamada enquanto o bebê ainda está tranquilo.

4. Espere a boca abrir bem

Com o bebê próximo ao peito, espere a boca abrir bastante.

O movimento deve ser parecido com um bocejo.

Depois, aproxime o bebê da mama.

A boca pouco aberta pode dificultar a pega. Também pode causar dor e tornar a mamada menos eficiente.

5. Confira se a pega está correta

A pega correta é importante para uma amamentação confortável.

Alguns sinais ajudam a identificar se o bebê está bem posicionado.

A boca deve estar bem aberta. O bebê deve abocanhar o mamilo e parte da aréola.

O lábio inferior deve ficar virado para fora. O queixo deve estar encostado na mama.

A cabeça fica levemente inclinada para trás.

Também é comum haver mais aréola visível acima da boca do que abaixo.

A mamada deve ficar confortável após os primeiros segundos. Se a dor persistir durante todo o processo, vale reposicionar o bebê e tentar novamente.

6. Respeite a frequência das mamadas

Nas primeiras semanas, muitos recém-nascidos mamam oito vezes ou mais em 24 horas.

A frequência, porém, pode variar.

Não é necessário estabelecer um tempo rígido para cada mamada.

Observe os sinais do bebê. Deixe que ele mame até demonstrar satisfação e soltar a mama espontaneamente.

A frequência adequada ajuda a garantir uma boa ingestão de leite.

Também contribui para a recuperação do peso após o nascimento.

Mamadas insuficientes podem aumentar o risco de desidratação. Em alguns recém-nascidos, também podem contribuir para a piora da icterícia.

7. Aproveite o contato pele a pele

O contato pele a pele é especialmente importante logo após o nascimento e nos primeiros dias.

Sempre que possível, coloque o bebê em contato direto com a pele da mãe.

A prática ajuda a regular a temperatura corporal do recém-nascido.

Também contribui para a regulação do açúcar no sangue.

Além disso, pode facilitar o início e a continuidade da amamentação.

Quando procurar ajuda?

Algumas situações exigem orientação profissional.

Procure ajuda se houver:

  • Dor persistente durante as mamadas.
  • Fissuras ou sangramento nos mamilos.
  • Dificuldade frequente para o bebê fazer a pega.
  • Mamadas muito longas ou aparentemente pouco eficazes.
  • Bebê muito sonolento ou com dificuldade para acordar para mamar.
  • Dúvidas sobre o ganho de peso.
  • Redução importante no número de mamadas ou eliminações.
  • Insegurança sobre a quantidade de leite ingerida pelo bebê.

Nesses casos, o pediatra, o obstetra ou um profissional capacitado em aleitamento materno pode avaliar a situação.

Observar uma mamada também pode ajudar a identificar ajustes na posição e na pega.

Amamentação também é aprendizado

Amamentar nem sempre é fácil nos primeiros dias.

Mãe e bebê precisam se adaptar um ao outro. Por isso, dúvidas e dificuldades podem surgir.

“Amamentar é um processo de aprendizado para a mãe e para o bebê. Nem sempre tudo acontece de forma intuitiva ou fácil desde o primeiro dia. Observar os sinais do bebê, ajustar a posição e a pega e procurar ajuda quando necessário pode tornar esse momento mais tranquilo e prazeroso para os dois”, conclui a Dra. Ana Claudia.

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