Connect with us

O que você está procurando?

Saúde

Perdeu peso, mas a gordura localizada continua? Veja o que fazer

Mesmo após emagrecer, algumas regiões podem manter pequenos acúmulos de gordura; cirurgião plástico explica as opções para melhorar o contorno corporal

Perdeu peso, mas ainda tem gordura localizada? Cirurgião plástico explica como procedimentos de contorno corporal podem ajudar
Perdeu peso, mas ainda tem gordura localizada? Cirurgião plástico explica como procedimentos de contorno corporal podem ajudar - Foto: Shutterstock

Quem já passou por um processo de emagrecimento sabe que nem sempre a balança conta toda a história. Mesmo depois de perder peso e adotar hábitos mais saudáveis, algumas regiões do corpo podem continuar com pequenos acúmulos de gordura.

Abdômen, flancos e culote estão entre as áreas que podem manter gordura localizada mesmo quando a pessoa já está próxima do peso desejado.

É nesse momento que entram os procedimentos voltados ao contorno corporal. Entre as tecnologias utilizadas na cirurgia plástica está o Liposound, um recurso de ultrassom cirúrgico usado como auxiliar na lipoaspiração.

A tecnologia utiliza ondas ultrassônicas, em uma frequência de aproximadamente 36 kHz, para atuar sobre as células de gordura, promovendo sua fragmentação e emulsificação antes da aspiração.

Segundo o Dr. Rafael Erthal, cirurgião plástico e especialista em lipedema, o diferencial está justamente na forma como a energia ultrassônica atua sobre o tecido adiposo.

Continua após publicidade

“O Liposound utiliza o ultrassom para quebrar e emulsificar a gordura, facilitando a sua retirada. É uma maneira de trabalhar o tecido adiposo de forma mais seletiva, buscando preservar as estruturas que ficam ao redor”, explica.

Lipoaspiração não é tratamento para emagrecer

Antes de pensar em qualquer procedimento, é importante entender que lipoaspiração não é uma técnica para emagrecimento. O objetivo é remover depósitos de gordura localizada e melhorar o desenho do corpo em pacientes que já estão próximos do peso adequado.

Nesse processo, o Liposound funciona como uma ferramenta auxiliar. Por meio da chamada cavitação, as ondas ultrassônicas ajudam a separar as células de gordura da matriz adiposa, deixando o tecido mais fácil de ser aspirado.

Na prática, a tecnologia auxilia o cirurgião a trabalhar a gordura antes da retirada.

“Quando falamos em Liposound, não estamos falando simplesmente em derreter gordura. O ultrassom promove uma fragmentação e emulsificação do tecido adiposo, o que facilita a aspiração e permite um trabalho mais delicado em determinadas regiões”, explica Dr. Rafael.

A recuperação pode ser mais confortável?

O período depois da cirurgia também costuma gerar dúvidas. Inchaço, hematomas, seroma e fibrose estão entre as preocupações de pacientes que passam por uma lipoaspiração.

Por atuar de maneira mais seletiva sobre a gordura, o Liposound pode contribuir para uma abordagem com menos trauma nos tecidos. A tecnologia também está associada a uma menor formação de seroma e à redução de fatores que podem favorecer a fibrose.

No entanto, esses resultados dependem da técnica utilizada, da resposta de cada organismo e dos cuidados adotados durante o pós-operatório.

“A menor agressão aos tecidos é um dos pontos que buscamos quando utilizamos tecnologias como essa. Com menos trauma local, podemos favorecer uma recuperação mais confortável e diminuir algumas das alterações que podem acontecer durante a cicatrização”, afirma o cirurgião.

A fibrose acontece como parte do processo de cicatrização e pode deixar algumas regiões endurecidas ou com irregularidades. Uma retirada mais uniforme da gordura e uma abordagem menos traumática podem ajudar a reduzir esse tipo de ocorrência.

Leia também: Lesão: o peso corporal pode aumentar os riscos durante o treino?

Procedimento depende de avaliação individual

A evolução das tecnologias na cirurgia plástica acompanha uma mudança na forma como os procedimentos estéticos são encarados. Para quem já perdeu peso, o objetivo pode estar menos relacionado à balança e mais ao tratamento de áreas específicas que mantiveram gordura localizada.

Nesse cenário, o Liposound aparece como uma das ferramentas disponíveis para o cirurgião, especialmente quando o objetivo é trabalhar o tecido adiposo com precisão.

Mas a tecnologia não substitui a indicação médica. A escolha do procedimento depende de uma avaliação individual, que considera a quantidade e a distribuição da gordura, a qualidade da pele, o grau de flacidez, a anatomia e as expectativas do paciente.

“Cada corpo responde de uma maneira e cada paciente tem uma necessidade. A tecnologia é uma ferramenta que nos ajuda, mas o mais importante continua sendo entender o que aquele corpo precisa e qual estratégia é mais segura para chegar ao resultado desejado”, finaliza Dr. Rafael Erthal.

Advertisement

Você também vai gostar

Alimentação

Bebida contribui para a hidratação e fornece vitamina C, mas não acelera o metabolismo nem promove emagrecimento

Saúde

Atividade física, ergonomia e alimentação adequada podem ajudar a proteger músculos, articulações e ossos

Saúde

Após o “cutox” de Rico Melquiades, médico explica outros lugares do corpo onde o botox pode ser aplicado e quais são as finalidades do...

Saúde

Resfriar a região com água corrente é uma das principais medidas após uma queimadura doméstica