A reposição hormonal é uma opção de tratamento que pode transformar a rotina de muitas mulheres na menopausa. Ela ajuda a reduzir sintomas como ondas de calor, suores noturnos, noites mal dormidas e ressecamento vaginal — mas não é uma decisão para tomar por conta própria.
Segundo o médico ginecologista e obstetra do Hospital Mantevida, Diney Soares Torres Albuquerque, a terapia consiste na administração de hormônios, principalmente estrogênio, para compensar a queda da produção hormonal pelos ovários.
“A terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores da menopausa, como ondas de calor e suores noturnos. Também pode melhorar o sono quando ele é prejudicado por esses sintomas e prevenir a perda óssea durante o tratamento”, explica o especialista.
O que é reposição hormonal?
A reposição hormonal repõe hormônios que diminuem naturalmente com a chegada da menopausa. O objetivo é aliviar os sintomas causados pela redução do estrogênio e melhorar a qualidade de vida da mulher.
Entre os desconfortos que podem melhorar com o tratamento estão:
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Ondas de calor frequentes;
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Suores noturnos;
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Dificuldade para dormir;
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Ressecamento vaginal;
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Perda óssea relacionada à menopausa.
A terapia pode ser feita por comprimidos, adesivos, géis ou formulações vaginais. A escolha da via de administração depende dos sintomas, do histórico de saúde e das necessidades de cada paciente.
Para quem a reposição hormonal é indicada?
A reposição hormonal costuma ser indicada para mulheres com sintomas moderados ou intensos da menopausa, especialmente aquelas com menos de 60 anos ou que estão nos primeiros dez anos após a menopausa — desde que não existam contraindicações.
Mulheres com menopausa precoce também podem se beneficiar do tratamento. Nesses casos, a avaliação médica é ainda mais importante, porque a queda hormonal acontece antes do esperado.
“Para mulheres bem selecionadas, principalmente aquelas com sintomas e próximas à menopausa, os benefícios podem superar os riscos”, ressalta Diney.
Reposição hormonal aumenta o risco de câncer?
Essa é uma das dúvidas mais comuns — e a resposta não é um simples sim ou não. Os riscos variam conforme o tipo de hormônio, a dose, o tempo de uso e o histórico clínico de cada mulher.
A terapia combinada de estrogênio e progestagênio pode aumentar o risco de câncer de mama, sobretudo em tratamentos prolongados. Por outro lado, mulheres que ainda têm útero geralmente precisam associar os dois hormônios para proteger o endométrio.
“A reposição hormonal não é universalmente perigosa, mas também não é isenta de riscos”, destaca o ginecologista.
Quem não deve fazer reposição hormonal?
A terapia hormonal não deve ser iniciada com o objetivo de prevenir infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Além disso, algumas condições exigem avaliação específica e podem contraindicar o tratamento sistêmico.
Fique atenta a situações como:
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Histórico de trombose;
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Doenças cardiovasculares;
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Determinados tipos de câncer;
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Doença hepática ativa;
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Sangramento vaginal sem causa definida.
Antes de prescrever qualquer tratamento, o médico avalia os sintomas, os antecedentes pessoais e familiares, a pressão arterial e os fatores de risco cardiovasculares e para câncer. Exames complementares podem ser solicitados conforme cada caso.
Quais são os cuidados antes de iniciar?
O primeiro passo é uma consulta com ginecologista. Não existe uma fórmula única: a reposição hormonal deve considerar os benefícios esperados, os possíveis riscos e as condições clínicas da mulher.
Um ponto importante é a forma de aplicação. Adesivos e géis podem apresentar menor risco de tromboembolismo venoso do que os comprimidos orais, mas essa escolha também depende da avaliação profissional.
Para começar com mais segurança, vale seguir este checklist:
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Procure um ginecologista para avaliar seus sintomas;
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Informe todo o seu histórico de saúde e familiar;
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Realize os exames solicitados;
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Converse sobre a melhor via de administração;
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Mantenha o acompanhamento médico durante o tratamento.
Acompanhamento médico faz toda a diferença
A reposição hormonal não é uma decisão definitiva feita em uma única consulta. O acompanhamento permite avaliar a resposta ao tratamento, ajustar doses quando necessário e identificar possíveis efeitos indesejados.
“A reposição hormonal deve ser uma decisão individualizada, considerando os benefícios esperados, os riscos e as condições clínicas da mulher. O acompanhamento médico é essencial para garantir mais segurança durante o tratamento”, conclui Diney Soares Torres Albuquerque.
Em resumo, a reposição hormonal pode ser uma aliada poderosa na menopausa — desde que seja indicada e acompanhada por um profissional de saúde.


































