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Câncer do colo do útero: SUS oferece teste mais preciso para prevenção

Nova tecnologia incorporada ao sistema público permite identificar o risco da doença com 10 anos de antecedência

Imagem de uma mulher segurando uma peça de plástico de um útero em sua região pélvica
Confira novo exame do SUS para diagnóstico de câncer do colo do útero - Foto: Shutterstock

O combate ao câncer do colo do útero ganhou um reforço histórico no Brasil. O SUS (Sistema Único de Saúde) incorporou oficialmente o teste de DNA-HPV para o rastreamento da doença.

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), esse câncer mata uma mulher a cada 90 minutos no país. A nova tecnologia promete transformar esse cenário preocupante em algo evitável.

Detecção com 10 anos de antecedência

Diferente do Papanicolaou tradicional, o novo teste molecular identifica o DNA do vírus antes mesmo das lesões surgirem. Isso antecipa o diagnóstico de forma drástica.

De acordo com dados da Roche Diagnóstica, essa tecnologia permite identificar o risco biológico com até 10 anos de antecedência. Na prática, isso aumenta em quatro vezes a detecção de lesões pré-cancerosas.

Impacto da mudança de paradigma

Para a patologista e diretora do departamento de anatomia e genômica do A.C.Camargo Câncer Center, Dra. Louise De Brot, o teste molecular representa um marco científico.

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“A introdução do teste de DNA para HPV representou uma das transformações mais profundas na história da prevenção”, afirma a especialista.

Segundo a médica, o rastreamento deixou de ser uma observação microscópica da consequência celular. Agora, o foco é a identificação objetiva do risco biológico.

Autonomia com a autocoleta

Uma das maiores barreiras do SUS é o acesso de mulheres em áreas remotas ou com traumas médicos. O novo teste permite que a própria mulher colha sua amostra.

Usando um swab (semelhante a um cotonete), a paciente pode realizar a coleta com privacidade. Isso democratiza o combate à doença e aumenta a adesão aos programas preventivos.

Precisão da genotipagem

A tecnologia vai além de dizer se o vírus está presente. Ela revela exatamente qual tipo de HPV a paciente carrega no organismo.

“A genotipagem revelou que os tipos virais não têm o mesmo potencial oncogênico”, ressalta a Dra. Louise.

Distinguir os vírus de maior risco permitiu criar algoritmos clínicos mais refinados. Isso torna o tratamento muito mais direcionado e eficaz para cada caso.

Vacinação e o futuro da saúde pública

A vacina contra o HPV continua sendo indispensável como prevenção primária. No entanto, ela precisa estar aliada ao rastreamento molecular para ser totalmente eficaz.

Segundo a especialista, essa união lança uma era onde a eliminação desse câncer passou a ser uma meta factível. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já recomenda este método como prioritário.

Fique atenta: Com o diagnóstico precoce, o câncer de colo de útero é amplamente prevenível. Procure o posto de saúde para saber como acessar essa nova tecnologia.

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