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Câncer não surge por fatores emocionais na maioria dos casos, diz estudo

Estudo com mais de 421 mil pessoas analisa relação entre emoções e doença

Pesquisa aponta que fatores emocionais não aumentam risco da maioria dos cânceres
Pesquisa aponta que fatores emocionais não aumentam risco da maioria dos cânceres - Foto: Shutterstock

A crença de que estresse, luto ou sofrimento emocional causam câncer é comum. No entanto, essa relação não tem respaldo consistente na ciência. Uma ampla análise internacional indica que fatores psicossociais não aumentam o risco da maioria dos tipos de câncer.

O estudo reuniu dados de mais de 421 mil pessoas. Os pesquisadores não encontraram associação entre sofrimento emocional e o desenvolvimento da doença. A única exceção observada foi o câncer de pulmão, mas com ligação indireta.

Mais de 421 mil participantes

A pesquisa foi publicada na revista científica Cancer. Foram analisados dados de 22 grupos ao redor do mundo. No total, o estudo acompanhou 421.799 participantes.

Os cientistas avaliaram fatores como:

  • suporte social percebido.
  • eventos de perda, como morte de familiares.
  • estado de relacionamento.
  • neuroticismo.
  • sofrimento psicológico geral.

O objetivo era verificar a relação com cânceres comuns. Entre eles estavam mama, pulmão, próstata e colorretal.

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Os resultados foram consistentes. Não houve associação entre fatores emocionais e câncer geral. Também não foi encontrada ligação com câncer de mama, próstata ou colorretal.

Os achados permaneceram mesmo após ajustes. Os pesquisadores consideraram idade, sexo e estilo de vida.

Especialistas alertam para culpabilização

Especialistas apontam que esse tipo de estudo ajuda a evitar a culpabilização do paciente. A ideia de que emoções causam câncer pode gerar sofrimento adicional. Muitos pacientes acabam atribuindo a doença a conflitos pessoais.

Confira também: “Vacina da gripe: veja quem deve tomar e quais são as possíveis reações”.

Exceção aparece no câncer de pulmão

A única associação observada foi com câncer de pulmão. Alguns fatores apareceram ligados a maior risco.

Entre eles:

  • baixo suporte social.
  • perda recente.
  • não estar em um relacionamento.

No entanto, essa relação perdeu força após ajustes. O tabagismo foi considerado o principal fator.

Os autores destacam que a ligação emocional é indireta. Pessoas com sofrimento psicológico podem adotar comportamentos de risco, como fumar.

Por isso, a prevenção deve focar fatores comprovados. Entre eles estão tabagismo, consumo de álcool e obesidade.

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