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Fim da dor? Entenda por que a gravidez não cura a endometriose

A gestação alivia as dores temporariamente, mas não elimina as lesões. Especialista explica os riscos

Imagem de uma mulher grávida deitada
Entenda o motivo da gravidez não curar a endometriose - Foto: Shutterstock

A ideia de que a gravidez cura a endometriose é um grande mito. A ciência comprova que a doença não desaparece durante a gestação.

Os sintomas realmente diminuem na gravidez e na fase de amamentação diária. Porém, esse alívio acontece apenas devido às grandes alterações hormonais femininas. A doença apenas adormece, mas continua presente no corpo da mulher.

Como funciona a Teoria do Polvo?

O cirurgião ginecológico Dr. Igor Chiminacio criou a didática Teoria do Polvo. O modelo explica como a endometriose atinge diferentes órgãos da paciente.

A gestação interrompe a menstruação, que é o principal estímulo da doença. “Durante a gravidez, a paciente costuma apresentar um alívio dos sintomas”, explica. Esse bloqueio hormonal atrofia as lesões, mas elas podem voltar futuramente.

Impacto da rotina moderna

O comportamento reprodutivo das mulheres mudou bastante nas últimas décadas. No passado, as mulheres engravidavam cedo e menstruavam bem menos.

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Hoje, a primeira gestação costuma ocorrer apenas após os trinta anos. As mulheres passam por décadas de ciclos menstruais contínuos antes de engravidar. “Essa exposição prolongada faz com que muitas pacientes cheguem à gravidez já com um quadro avançado”, afirma.

A endometriose não tratada afeta a circulação sanguínea no útero materno. Isso pode aumentar o perigoso risco de um parto prematuro.

A restrição do crescimento fetal também é uma complicação obstétrica possível. A inflamação interfere na chegada de sangue essencial para a placenta. Esses fatores podem comprometer o desenvolvimento saudável do seu bebê.

Diagnóstico precoce e pré-natal seguro

Apesar dos riscos, a maioria das pacientes consegue ter gestações muito saudáveis. Para isso, o acompanhamento médico e o pré-natal são fundamentais.

O médico intensifica o monitoramento para minimizar qualquer risco gestacional. “O diagnóstico precoce continua sendo a melhor forma de preservar a fertilidade”, conclui. Procure um médico para garantir a segurança da mãe e do bebê.

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