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Fone de ouvido o dia todo? Médico lista 5 perigos do uso contínuo

Volume, tempo de exposição, umidade e até o hábito de dormir com fones podem afetar a saúde auditiva

Imagem de uma jovem usando fone de ouvido
Veja os perigos do uso excessivo do fone de ouvido - Foto: Magnific

O uso de fones de ouvido faz parte da rotina de muitas pessoas, especialmente entre os jovens. Música, vídeos, jogos, chamadas e até podcasts antes de dormir ampliaram o tempo de exposição sonora.

Por isso, o volume não é o único fator que merece atenção. Tempo de uso, frequência, umidade e higiene também podem influenciar a saúde dos ouvidos.

“Um volume que parece tolerável pode representar uma exposição importante quando permanece por muitas horas todos os dias”, explica o otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros.

1. Dormir de fone aumenta o tempo de exposição

Manter o áudio ligado durante a noite pode acrescentar várias horas à exposição sonora diária. Quanto maior a intensidade do som, menor é o tempo considerado seguro.

“Dormir com o fone tocando significa acrescentar potencialmente várias horas à exposição que aquela pessoa já teve durante o dia”, alerta o médico. Por isso, é importante considerar não apenas o volume, mas também a duração e a frequência de uso.

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2. Umidade pode favorecer irritações

Suor, calor e uso contínuo podem dificultar a ventilação do ouvido. A combinação também favorece o acúmulo de umidade e o atrito na pele da região.

“Quando mantemos um objeto ali por muitas horas, principalmente associado à umidade e ao suor, podemos favorecer irritação e problemas do ouvido externo”, explica Dr. Bruno. Dor, coceira, sensação de ouvido tampado ou secreção não devem ser considerados normais.

3. Higiene dos fones também importa

Os fones entram em contato com diferentes superfícies antes de serem colocados nos ouvidos. Por isso, precisam ser higienizados conforme as orientações do fabricante.

Também é importante evitar o compartilhamento do acessório. Após exercícios ou períodos prolongados de uso, o equipamento deve estar seco antes de ser utilizado novamente.

4. O celular pode ajudar a controlar a exposição

Alguns celulares oferecem recursos para acompanhar os níveis de áudio dos fones. Dependendo do aparelho, também é possível receber alertas ou limitar o volume máximo.

“Se o próprio celular começa a avisar repetidamente que sua exposição sonora está alta, não é um alerta para simplesmente ignorar”, orienta o otorrinolaringologista.

Outro cuidado é evitar aumentar demais o volume para compensar o barulho externo. Em ambientes movimentados, como transporte público e academias, isso pode acontecer sem que a pessoa perceba.

5. Alguns sinais podem indicar prejuízo à audição

A exposição excessiva pode apresentar sinais discretos. Entre eles estão a necessidade de aumentar o volume, dificuldade para entender conversas em locais barulhentos e sensação de ouvido abafado.

O zumbido após retirar os fones também merece atenção, especialmente quando aparece com frequência. “Não precisamos esperar alguém perceber uma perda auditiva importante para começar a cuidar da audição. A lógica deveria ser justamente a prevenção”, alerta Dr. Bruno.

Os fones podem fazer parte da rotina, mas o uso deve ser equilibrado. Evitar exposição praticamente contínua ajuda a reduzir o tempo total de contato com o som.

“O problema é transformar uma ferramenta que deveria ser usada com equilíbrio em uma exposição praticamente contínua, do momento em que acordamos até enquanto dormimos”, conclui o otorrinolaringologista.

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