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Gabi Melim revela diagnóstico de Paralisia de Bell; veja os sinais de risco

Em entrevista, a cantora revelou como o esgotamento físico e mental engatilhou a condição duas vezes

Gabi Melim. Mulher branca, cabelo liso preto, usando vestido sem alça.
Confira os fatores de risco da Paralisia de Bell - Foto: Reprodução/Instagram

Em entrevista exclusiva à Quem, a cantora Gabi Melim abriu o coração. Aos 31 anos, ela fala sobre como a rotina corrida da banda afetou a sua saúde.

Gabi lembra que o sucesso da banda trouxe uma rotina intensa, marcada por viagens, compromissos e uma carga de trabalho difícil de sustentar por muito tempo.

“A gente fazia uma média de 25 shows por mês. Era realmente muito exaustivo. Além disso, tinha televisão, publicidade, entrevistas. O mês inteiro era tomado de compromissos”, recorda.

Como consequência, ela teve sua saúde física e emocional impactada. 

“Em 2020, eu quase perdi a vibração da corda vocal direita. Tive depressão, tive distúrbio alimentar. Você não consegue comer direito, a adrenalina sai do palco, você não dorme, tudo desregula.”

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Ela ainda acrescenta: “Tive paralisia de Bell duas vezes. No meu caso não foi viral. Foi realmente estresse, ansiedade e excesso de trabalho”. 

A experiência da cantora serve como um alerta. Entenda mais sobre a doença logo abaixo.

O que é a Paralisia de Bell?

A Paralisia de Bell é uma condição neurológica que causa a fraqueza súbita ou a paralisia dos músculos de um dos lados do rosto.

Esse distúrbio ocorre quando o nervo facial, responsável por conduzir os impulsos elétricos para as expressões do rosto, sofre uma inflamação, compressão ou inchaço.

A perda de controle muscular acontece de forma rápida, assustando o paciente por sua semelhança inicial com os sinais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

No entanto, ao contrário do AVC, a Paralisia de Bell é uma condição isolada do nervo periférico facial. Na grande maioria dos casos, ela afeta apenas uma metade da face de maneira temporária.

Sintomas mais comuns e o impacto na rotina

Os sinais clínicos da doença costumam atingir o ápice de intensidade em até 48 horas após as primeiras manifestações.

A incapacidade de fechar o olho do lado afetado é um dos sintomas mais marcantes. Isso pode causar ressecamento ocular severo, vermelhidão e irritação constante na córnea.

O paciente também apresenta dificuldade para sorrir, franzir a testa ou piscar. A boca tende a repuxar para o lado saudável do rosto, o que pode provocar o babar involuntário e prejudicar a fala.

Outros sintomas relatados incluem a perda do paladar na parte anterior da língua, dor ao redor da orelha e maior sensibilidade a sons altos no ouvido atingido.

Fatores de risco: a conexão com o estresse

  • Esgotamento e imunidade baixa: Embora a literatura médica aponte infecções virais latentes (como o vírus do herpes ou da mononucleose) como causas frequentes, o estresse crônico é um gatilho devastador. Altos níveis de cortisol e ansiedade enfraquecem o sistema imunológico, abrindo caminho para processos inflamatórios nos nervos.

  • Condições preexistentes: Pacientes com diabetes crônica possuem maior predisposição a desenvolver o distúrbio. Mulheres no terceiro trimestre de gestação ou no período logo após o parto também entram no grupo de risco devido às oscilações hormonais.

Diagnóstico precoce e opções de tratamento

Buscar ajuda médica nas primeiras horas após o surgimento dos sintomas é crucial para acelerar a recuperação total do nervo.

O tratamento convencional inclui o uso de medicamentos corticosteroides prescritos pelo médico para reduzir o inchaço e a inflamação de forma rápida.

Colírios lubrificantes e tampões oculares noturnos são indispensáveis para proteger a visão.

A fisioterapia motora facial também desempenha um papel fundamental no processo de reabilitação.

Os exercícios guiados ajudam a estimular a musculatura e previnem a atrofia enquanto o nervo se recupera. 

Além dos cuidados físicos, o gerenciamento do estresse, a terapia e o repouso adequado são essenciais para evitar recidivas e restaurar a saúde do organismo.

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