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Janeiro Branco: sinais de ansiedade e depressão em crianças

Campanha alerta que, em crianças e idosos, os transtornos mentais nem sempre aparecem como tristeza e exigem atenção de famílias e cuidadores

Campanha alerta que, em crianças e idosos, os transtornos mentais nem sempre aparecem como tristeza e exigem atenção de famílias e cuidadores

O Janeiro Branco, campanha de conscientização sobre saúde mental, chama atenção para um ponto essencial: ansiedade e depressão em crianças e idosos nem sempre aparecem como tristeza ou choro. Em muitos casos, os sinais são discretos. Por isso, podem passar despercebidos.

 A Beneficência Portuguesa de São Paulo alertam que, nessas faixas etárias, o sofrimento emocional costuma surgir em mudanças de comportamento, sintomas físicos e alterações no sono ou no apetite. Identificar esses sinais cedo faz diferença no tratamento.

Por que os sintomas nem sempre aparecem como tristeza?

Nas crianças, as emoções ainda estão em formação. Muitas não conseguem expressar o que sentem. O desconforto aparece em atitudes.

Nos idosos, alterações emocionais são, com frequência, atribuídas ao envelhecimento. Isso atrasa o diagnóstico.

Por isso, ansiedade e depressão em crianças e na terceira idade podem se manifestar como irritação, desinteresse ou queixas físicas, e não apenas como tristeza visível.

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Quais sinais merecem atenção em crianças?

Irritabilidade constante e crises de raiva fora do padrão são alertas. A queda no rendimento escolar e o desinteresse por atividades antes prazerosas também.

Queixas repetidas de dor de cabeça, dor de barriga ou mal-estar sem causa médica devem ser observadas. Alterações no sono, como dificuldade para dormir ou sonolência excessiva, são comuns.

Regressões comportamentais, como voltar a fazer xixi na cama, medo intenso de separação, isolamento social e recusa em ir à escola indicam a necessidade de avaliação.

E nos idosos, o que não deve ser ignorado?

Apatia, desânimo persistente e perda de interesse por hobbies são sinais frequentes. Mudanças de humor, irritabilidade e alterações no apetite também.

Dores sem explicação, cansaço constante e mal-estar recorrente merecem atenção. Distúrbios do sono, esquecimento mais acentuado e dificuldade de concentração não devem ser vistos apenas como parte da idade.

Quando buscar ajuda profissional?

Durante o Janeiro Branco, especialistas da BP e da Faculdade BP reforçam a importância do diagnóstico precoce. Quanto antes o cuidado começa, melhores tendem a ser os resultados.

Ao notar mudanças persistentes no comportamento, no humor ou na rotina, o ideal é procurar um profissional.

Cuidar da saúde mental desde a infância até a terceira idade é uma forma de prevenção e proteção para toda a família.

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