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Lipedema: famosas compartilham diagnóstico e aumentam a conscientização

Relatos de Yasmin Brunet, Jojo Todynho e Bárbara Reis ajudam a dar visibilidade a uma doença que ainda é frequentemente confundida com excesso de peso

Relatos de famosas sobre o lipedema ajudam mais mulheres a reconhecerem os sintomas e buscarem diagnóstico
Relatos de famosas sobre o lipedema ajudam mais mulheres a reconhecerem os sintomas e buscarem diagnóstico - Foto: Reprodução/Instagram

Os relatos de Yasmin Brunet, Jojo Todynho e, mais recentemente, da atriz Bárbara Reis, sobre o diagnóstico de lipedema têm ampliado a discussão sobre uma doença que afeta milhões de mulheres, mas ainda é pouco conhecida. Muitas vezes, a condição é confundida com gordura localizada, retenção de líquido ou celulite, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento.

Caracterizado pelo acúmulo anormal e progressivo de gordura, principalmente nas pernas, quadris e, em alguns casos, nos braços, o lipedema vai além da questão estética. Dor ao toque, sensação de peso nas pernas, inchaço persistente e facilidade para o surgimento de hematomas estão entre os principais sintomas.

O diagnóstico precoce faz diferença

Segundo a médica cirurgiã plástica Carine Barreto, um dos maiores desafios é justamente identificar a doença nos estágios iniciais.

“Muitas pacientes passam anos acreditando que têm apenas gordura localizada, celulite ou dificuldade para emagrecer. No entanto, o lipedema é uma doença crônica que apresenta características próprias, como dor, sensibilidade aumentada e desproporção entre o tronco e os membros inferiores. Quanto mais cedo o diagnóstico é realizado, maiores são as chances de controlar a progressão e melhorar a qualidade de vida”, explica.

O diagnóstico é clínico e leva em consideração os sintomas, o histórico da paciente e o exame físico. Em algumas situações, exames complementares podem ser solicitados para descartar outras condições.

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Frio pode influenciar os sintomas?

Com a chegada do inverno, muitas pacientes percebem mudanças no desconforto causado pelo lipedema. Embora as baixas temperaturas não provoquem a doença, alguns hábitos comuns nessa época podem influenciar os sintomas.

“Durante o inverno, é comum que algumas pacientes pratiquem menos atividade física e permaneçam mais tempo na mesma posição, o que pode contribuir para a sensação de peso e inchaço. Por outro lado, as temperaturas mais amenas também podem favorecer o uso de meias compressivas e melhorar o conforto de algumas pacientes”, afirma Carine Barreto.

Como é o tratamento do lipedema?

O tratamento costuma envolver uma equipe multidisciplinar e pode incluir acompanhamento nutricional, prática regular de exercícios físicos, fisioterapia especializada, drenagem linfática e terapias compressivas.

Em casos mais avançados ou quando os sintomas comprometem significativamente a qualidade de vida, a cirurgia pode ser indicada.

“Quando há dor persistente, limitação funcional ou grande impacto na qualidade de vida, a cirurgia pode ser uma opção importante. O procedimento tem como objetivo remover a gordura doente, aliviar sintomas e melhorar a mobilidade da paciente. Porém, cada caso deve ser avaliado individualmente, pois o tratamento vai muito além da cirurgia”, destaca a cirurgiã.

Lipedema e celulite não são a mesma coisa

Apesar de poderem coexistir, lipedema e celulite são condições diferentes. Enquanto a celulite é uma alteração estética relacionada à pele e ao tecido subcutâneo, o lipedema é uma doença caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura associado a sintomas como dor e sensibilidade.

A especialista reforça que nem todas as pacientes precisam passar por cirurgia. Em muitos casos, o tratamento clínico é suficiente para controlar os sintomas e retardar a progressão da doença.

Com a maior visibilidade proporcionada pelos relatos de mulheres famosas, mais pacientes têm buscado avaliação médica especializada, aumentando as chances de diagnóstico precoce e de um tratamento adequado.

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