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Neurocirurgião revela: é possível ‘limpar’ a gordura na carótida?

É possível limpar a gordura na carótida? Neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola explica que não existe solução rápida: tratamento baseia-se no controle de fatores de risco e mudanças no estilo de vida. Cirurgia indicada apenas em casos graves.

Neurocirurgião revela: é possível 'limpar' a gordura na carótida?
Foto: Reprodução/Shutterstock

O acúmulo de gordura nas artérias carótidas — responsáveis por levar sangue ao cérebro — é uma condição que merece atenção por estar diretamente relacionada ao aumento do risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Muitos se perguntam se é possível “limpar” essas artérias, mas especialistas alertam que o tratamento vai muito além de soluções rápidas.

Segundo o neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola, não existe uma forma simples de eliminar as placas de gordura já formadas. “O tratamento é baseado principalmente no controle dos fatores de risco, como colesterol elevado, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e sedentarismo. Com acompanhamento adequado, é possível estabilizar as placas e diminuir significativamente o risco de AVC”, explica o especialista.

Hábitos saudáveis são a principal estratégia

A adoção de hábitos saudáveis é uma das principais estratégias para proteger a saúde vascular. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, controle do peso corporal e uso correto das medicações prescritas ajudam a evitar a progressão do problema.

“O paciente precisa entender que a saúde das artérias é resultado de um cuidado contínuo. Mudanças no estilo de vida têm impacto direto na prevenção de complicações e podem melhorar a qualidade de vida a longo prazo”, destaca Dr. Victor Hugo Espíndola.

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Quando a cirurgia é necessária

Em situações mais graves, quando a obstrução da carótida compromete de forma significativa o fluxo sanguíneo para o cérebro, pode ser necessária a realização de procedimentos específicos. “Nos casos em que o estreitamento é importante ou já representa um risco elevado para o paciente, avaliamos a necessidade de intervenções, como a cirurgia de endarterectomia ou a colocação de stent. A indicação depende das características de cada caso e deve ser feita após avaliação especializada”, afirma o neurocirurgião.

Doença silenciosa exige atenção

O neurocirurgião reforça que a doença pode evoluir de forma silenciosa. “Muitas pessoas convivem com placas na carótida sem apresentar sintomas. Por isso, quem tem fatores de risco cardiovasculares deve realizar acompanhamento médico regular para identificar o problema precocemente e reduzir as chances de complicações graves, como o AVC”, conclui.

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