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O que acontece no cérebro quando estamos apaixonados

A ciência explica a neurobiologia da paixão; entenda como funcionam os seus sentimentos

Mulher e homem com rostos unidos em sinal de afeto.
Entenda como funciona a paixão no cérebro - Foto: Shutterstock

Sentir o coração acelerar, perder o apetite e passar o dia inteiro pensando em uma pessoa são sintomas clássicos do início de um romance.

Muitas vezes, associamos essas sensações ao coração. No entanto, o verdadeiro centro de comando de toda essa loucura romântica fica bem mais acima.

A paixão nasce, cresce e se desenvolve diretamente no nosso cérebro.

A neurociência já comprovou que estar apaixonado altera a nossa atividade cerebral de forma profunda. O órgão passa a funcionar sob o efeito de um poderoso coquetel químico. 

A ativação do sistema de recompensa

Em primeiro lugar, a visão ou a simples lembrança da pessoa amada ativa o sistema de recompensa do cérebro.

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Essa é a mesma área cerebral estimulada por situações de grande prazer, como comer o seu doce favorito.

A grande responsável por esse estímulo é a dopamina. Esse neurotransmissor gera uma sensação intensa de euforia, felicidade e motivação.

É por causa da dopamina que você sente uma energia sem fim no início do relacionamento. O seu cérebro entende que aquela pessoa é essencial para o seu bem-estar.

Como resultado, ele pede por mais doses da presença dela o tempo todo.

O vício do amor e a queda da serotonina

Em segundo lugar, exames de ressonância magnética mostram que o cérebro apaixonado se comporta de forma semelhante a um cérebro sob o efeito de substâncias viciantes.

A dependência química do parceiro é real.

Paralelamente à alta de dopamina, os níveis de serotonina despencam no organismo. A serotonina é o hormônio responsável pela regulação do humor e da ansiedade.

Quando ela cai, surge a obsessão. É exatamente essa queda que faz você ficar obcecado, checando o celular a cada cinco minutos.

O pensamento obsessivo no par romântico é uma resposta direta a esse desequilíbrio químico temporário.

O desligamento do julgamento crítico

Você já ouviu o ditado popular que diz que “o amor é cego”? Saiba que a ciência concorda plenamente com essa afirmação. Durante a fase da paixão avassaladora, o cérebro reduz a atividade do córtex pré-frontal.

Essa região da cabeça é responsável pelo nosso julgamento crítico, pela lógica e pela avaliação de riscos.

Com essa área operando em baixa intensidade, você simplesmente perde a capacidade de enxergar os defeitos do outro. 

Além disso, a amígdala cerebral, que gerencia o medo, também fica menos ativa. Consequentemente, você se joga no relacionamento sem medo dos perigos ou das consequências futuras.

O surgimento do vínculo com a oxitocina

Por fim, com o passar do tempo, o cérebro precisa recuperar o equilíbrio para não entrar em exaustão. É nesse momento que a euforia inicial dá lugar ao apego seguro.

Nessa nova fase, entram em cena a oxitocina e a vasopressina. Conhecida como o “hormônio do amor”, a oxitocina é responsável por criar laços afetivos profundos, empatia e sensação de segurança.

Ela transforma a paixão inicial em um amor calmo, maduro e duradouro. Portanto, o cérebro se reorganiza para garantir que o casal permaneça unido a longo prazo.

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