Saúde

Queda de cabelo e mais: 5 perigos de emagrecer muito rápido

Dietas muito restritivas podem favorecer perda de massa muscular e deficiências nutricionais, além de afetar cabelos, unhas e ciclo menstrual

Veja os perigos ocultos do emagrecimento rápido - Foto: Magnific

Dietas milagrosas prometem resultados em poucas semanas, mas a queda rápida na balança nem sempre significa perda de gordura. Dependendo da restrição, o organismo também pode perder água e massa muscular.

A alimentação precisa fornecer energia, proteínas, vitaminas e minerais para manter músculos, cabelos, unhas e funções hormonais. Para a nutricionista e psicóloga Flávia Lucena, o emagrecimento não deve ser avaliado apenas pela quantidade de calorias ou pelo número da balança.

“A perda de peso e a melhora da saúde não dependem apenas de cortar calorias, excluir grupos alimentares ou prolongar jejuns. Cada organismo responde de forma diferente”, explica.

1. Perda de massa muscular

Quando a restrição alimentar é intensa, parte da redução de peso pode vir da massa muscular. Isso pode comprometer força, mobilidade, equilíbrio e autonomia.

“A perda de massa muscular não representa apenas uma mudança estética. Ela pode reduzir a força necessária para atividades simples, como caminhar, levantar-se e manter o equilíbrio”, explica Jéssica Ramalho, fisioterapeuta e CEO da Acuidar.

Além disso, a restrição pode favorecer fadiga, piora do desempenho físico e cognitivo e alterações no funcionamento intestinal.

2. Cabelos mais frágeis e queda

Os cabelos dependem de proteínas, vitaminas e minerais para manter sua estrutura. Por isso, dietas muito restritivas podem afetar o ciclo capilar.

“Em processos de emagrecimento muito restritivos, a deficiência desses nutrientes pode comprometer o ciclo capilar, deixando os fios mais finos, frágeis e suscetíveis à queda”, esclarece Marina Groke, diretora da Unhas Cariocas e da Escova Express.

As alterações podem aparecer semanas ou meses depois do período de restrição alimentar.

3. Unhas quebradiças

A falta de determinados nutrientes também pode afetar a formação das unhas. Fragilidade, descamação e quebra podem aparecer em períodos de alimentação inadequada.

“A ingestão insuficiente de alguns nutrientes, vitaminas e minerais deixa as unhas frágeis, secas e quebradiças”, explica Marina.

4. Alterações no ciclo menstrual

A restrição energética intensa também pode interferir na produção hormonal. Em mulheres, isso pode provocar alterações no ciclo menstrual e outros sintomas.

A ginecologista e especialista em cirurgia íntima Mariana Macedo explica que a baixa disponibilidade energética pode levar o organismo a reduzir funções consideradas menos prioritárias naquele momento.

“Em situações de restrição alimentar intensa e baixa disponibilidade energética, o organismo pode reduzir funções que não são prioritárias naquele momento, afetando a produção hormonal e o ciclo menstrual”, afirma. Ressecamento, desconforto e mudanças na libido também devem ser avaliados dentro do contexto clínico.

5. Relação mais difícil com a comida

Dietas rígidas também podem afetar a relação com a alimentação. A tentativa de controlar excessivamente o que é consumido pode favorecer culpa, ansiedade e episódios de perda de controle.

Para Flávia Lucena, resultados rápidos tendem a ser difíceis de manter. “Quando a alimentação passa a ser guiada pelo medo, culpa e excesso de controle, o risco de ansiedade relacionada à comida aumenta”, afirma.

A velocidade da perda de peso não deve ser analisada isoladamente. O estado nutricional, a composição corporal, a saúde hormonal, o sono, o estresse e outras características individuais também interferem nesse processo.

O principal cuidado é evitar estratégias extremamente restritivas e promessas de resultados rápidos. O objetivo deve ser preservar a saúde e construir hábitos que possam ser mantidos no longo prazo.

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