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Quimioterapia e radioterapia: entenda as diferenças entre os tratamentos

Embora ambos os métodos sejam fundamentais no combate ao câncer, eles agem de formas distintas no organismo

Pessoa deitada na cama de hospital com acesso de soro na veia.
Saiba as diferenças do tratamento de câncer - Foto: Shutterstock

O diagnóstico de um câncer traz diversas dúvidas sobre os caminhos a serem seguidos no tratamento. Entre as abordagens mais comuns da oncologia estão a quimioterapia e a radioterapia.

Muitas pessoas confundem os dois métodos ou acreditam que eles possuem o mesmo mecanismo de ação. No entanto, tratam-se de procedimentos totalmente diferentes.

Compreender como cada modalidade atua é essencial para o paciente e para a família durante o processo terapêutico. 

O que é a quimioterapia e como ela atua?

A quimioterapia é um tratamento sistêmico. Isso significa que o medicamento utilizado circula por todo o corpo através da corrente sanguínea.

O objetivo principal é destruir as células tumorais ou impedir que elas se multipliquem.

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  • Mecanismo de ação: Utiliza potentes medicamentos químicos. Eles atacam as células que se dividem rapidamente, característica principal das células cancerígenas.

  • Forma de administração: Geralmente é aplicada por via intravenosa (por meio de cateteres ou agulhas nas veias). Também pode ser administrada via oral, por comprimidos.

  • Indicação: É ideal para tratar tumores que já se espalharam ou para prevenir que a doença atinja outros órgãos (metástase).

  • Efeitos colaterais comuns: Como afeta outras células de rápido crescimento do corpo, pode causar queda de cabelo, náuseas, fadiga e queda na imunidade.

O que é a radioterapia e como ela atua?

A radioterapia, por outro lado, é um tratamento estritamente local. Ela atua de forma direcionada apenas na região onde o tumor está localizado, poupando a maior parte dos tecidos saudáveis ao redor.

  • Mecanismo de ação: Utiliza radiações ionizantes (semelhantes ao raio-X) para destruir as células tumorais ou impedir seu crescimento. A radiação danifica o DNA das células cancerosas, levando-as à morte.

  • Forma de administração: Na maioria das vezes, é realizada por meio de uma máquina externa que direciona a radiação para o local exato do corpo. O processo é indolor e semelhante a fazer um exame de imagem.

  • Indicação: É indicada para destruir tumores localizados, reduzir o tamanho de nódulos antes de uma cirurgia ou eliminar resíduos malignos após a retirada do tumor.

  • Efeitos colaterais comuns: Os efeitos ficam restritos à área tratada. Podem incluir vermelhidão na pele, sensibilidade local, secura e cansaço.

Tratamento combinado

Em muitos casos, os tratamentos não são excludentes. O médico oncologista pode recomendar a associação de ambos os métodos. Essa estratégia é conhecida como tratamento concomitante ou radioquimioterapia.

A combinação serve para potencializar os resultados. A quimioterapia pode tornar as células cancerígenas mais sensíveis à radiação da radioterapia.

A escolha do protocolo ideal depende do tipo de câncer, do estadiamento da doença e das condições clínicas gerais de cada paciente.

Tanto a quimioterapia quanto a radioterapia são pilares da medicina oncológica moderna.

A principal diferença reside na abrangência: a quimioterapia age em todo o organismo, enquanto a radioterapia atua de forma pontual e localizada. 

O acompanhamento com uma equipe multidisciplinar é indispensável para garantir a eficácia e o manejo correto dos sintomas de cada intervenção.

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