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Saiba como se proteger da doença do beijo no Carnaval

Mononucleose é transmitida pela saliva e exige cuidados redobrados na folia

A doença do beijo é transmitida pela saliva e exige cuidados extras durante o Carnaval
A doença do beijo é transmitida pela saliva e exige cuidados extras durante o Carnaval - Foto: SHutterstock

A doença do beijo pode circular com mais facilidade no Carnaval. A mononucleose é transmitida principalmente pelo contato com saliva contaminada.

Beijos, copos compartilhados e aglomerações aumentam o risco. Por isso, a prevenção deve fazer parte do roteiro da folia.

A infecção é causada, na maioria dos casos, pelo vírus Epstein-Barr. Outros agentes, como citomegalovírus e toxoplasma, também podem provocar o quadro.

O que é a doença do beijo?

A mononucleose é uma infecção viral comum entre jovens. Ela atinge principalmente pessoas entre 15 e 25 anos.

“Ela é mais frequente entre adolescentes e jovens adultos. Os sintomas incluem fadiga intensa, febre e dor de garganta”, explica o infectologista Fernando de Oliveira, coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do São Luiz Morumbi.

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Confira também: “Cinco crenças sobre câncer que podem atrapalhar o tratamento”.

Outros sinais também merecem atenção:

  • Gânglios inchados no pescoço.

  • Placas na garganta.

  • Dores no corpo.

  • Cefaleia persistente.

  • Manchas na pele.

Nos primeiros dias, a doença pode parecer uma gripe comum.

Quais são os riscos?

A maioria dos casos evolui sem complicações graves. Porém, alguns pacientes podem apresentar inflamação no fígado ou no baço.

Em situações raras, pode ocorrer ruptura do baço. Também há relatos de alterações no sangue e problemas neurológicos.

O diagnóstico exige avaliação médica e exames laboratoriais. Não existe tratamento específico contra o vírus.

Os cuidados incluem:

  • Repouso adequado.

  • Hidratação constante.

  • Analgésicos para febre e dor.

  • Corticoides em casos indicados.

Confira também: “Ozempic natural? A ciência dos alimentos que aumentam a saciedade”.

Como se proteger no Carnaval

Evitar contato com saliva contaminada é essencial. Isso inclui não compartilhar copos, talheres e objetos pessoais.

“Medidas simples, como higiene das mãos e alimentação equilibrada, ajudam na prevenção”, destaca Fernando de Oliveira.

Além da mononucleose, o Carnaval exige atenção para ISTs, gripes e resfriados.

Se surgirem sintomas, evite contato próximo e procure atendimento médico. Cuidar da saúde também faz parte da festa.

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