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Sintomas de AVC: veja os sinais silenciosos que você não deve ignorar

A doença nem sempre causa paralisia evidente. Conheça os sintomas menos comuns e saiba quando buscar ajuda

Imagem de um senhor sentado na cama com a mão no rosto
Descubra os sinais de alerta do AVC - Foto: Shutterstock

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) nem sempre começa com sintomas muito intensos. Muitas vezes, ele não causa uma paralisia evidente no corpo do paciente.

Alterações súbitas na visão e dificuldade para engolir merecem a sua atenção. Tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos repentinos também são sinais perigosos. O atendimento médico rápido é fundamental para reduzir o risco de sequelas graves.

O perigo dos sintomas atípicos

O neurologista da Rede de Hospitais São Camilo, Paulo Takeshi Nakano explica o grande desafio dessa perigosa doença no dia a dia.

O médico afirma que “nem sempre os sinais aparecem da forma mais conhecida”. A doença pode surgir sem “uma paralisia evidente em um lado do corpo”, alerta.

Também pode não ocorrer “uma dificuldade importante para falar”, pontua o especialista. Sinais como “alterações visuais súbitas, desequilíbrio e tontura intensa” exigem atenção imediata.

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Esses sintomas “podem indicar um evento neurológico e precisam ser avaliados rapidamente”, conclui.

Fatores de risco conhecidos

O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo entope ou rompe no nosso cérebro. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e obesidade são grandes fatores de risco.

Tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool também prejudicam a saúde vascular. Condições cardíacas prévias e o histórico familiar aumentam bastante as chances.

Como agir em caso de emergência?

A presença isolada de um sintoma não confirma o quadro de AVC. Porém, “é importante não esperar que todos os sintomas apareçam ao mesmo tempo”, orienta.

Um sinal neurológico súbito “deve ser encarado como uma situação de emergência”. Isso vale “principalmente quando a pessoa nunca apresentou aquilo antes”, diz o médico.

“Quanto mais cedo o paciente chega ao hospital, maiores são as possibilidades”, ensina. A rapidez ajuda a “identificar o tipo de AVC e iniciar o tratamento adequado”.

Estalar o pescoço causa AVC?

Movimentos bruscos no pescoço exigem bastante cautela no dia a dia. Porém, “estalar o pescoço não significa que a pessoa vá provocar um AVC”, destaca.

A dissecção de uma artéria cervical “é uma condição rara”, explica o especialista. A lesão “pode acontecer espontaneamente ou estar relacionada a determinados movimentos”, completa.

“Quando existe uma lesão na parede da artéria, pode haver formação de coágulo”, alerta. Isso pode causar “uma obstrução do fluxo sanguíneo para o cérebro. Por isso, diante de dor cervical persistente, é fundamental buscar avaliação médica”, avisa.

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