Connect with us

O que você está procurando?

Guia da Saúde

Suplementação sem mistério: 5 mitos e verdades que você precisa conhecer

Entenda os equívocos mais comuns sobre suplementação e aprenda a evitá-los!

Entenda os equívocos mais comuns sobre suplementação e aprenda a evitá-los!

A suplementação entrou de vez na rotina de muitos brasileiros, especialmente entre os 50+. Com a maior preocupação com saúde, bem-estar e envelhecimento ativo, crescem também as dúvidas sobre vitaminas, proteínas, minerais e outros compostos.

Para esse público, a oferta de produtos é grande. Há fórmulas para ganho de massa muscular, prevenção de deficiências nutricionais e até para melhorar o desempenho nas atividades físicas. Ao mesmo tempo, aumentam os relatos de uso inadequado e automedicação.

De acordo com o médico e geneticista Ricardo Di Lazzaro, fundador da Genera, marca da Dasa, a composição dos suplementos varia de acordo com sua finalidade. Isso pode impactar o organismo de maneiras distintas.

“Por isso, a suplementação deve ser individualizada, com objetivos bem definidos e acompanhamento profissional, garantindo segurança e melhores resultados”, comenta.

Suplementação: o que é e por que tanta gente usa

Na prática, suplemento é qualquer produto usado para complementar a alimentação. Pode servir para repor vitaminas, minerais, proteínas ou calorias em situações específicas.

Continua após publicidade

Ele pode ser indicado por carências nutricionais, apoio a doenças já existentes ou para quem pratica atividades físicas com mais intensidade. Tudo depende da avaliação individual.

De acordo com Ricardo Di Lazzaro, “a composição dos suplementos varia de acordo com a finalidade de uso e pode impactar o organismo de maneiras distintas. Por isso, a suplementação deve ser individualizada, com objetivos bem definidos e acompanhamento profissional, garantindo segurança e melhores resultados”.

Por que a suplementação ganha importância depois dos 50

Com o passar dos anos, o corpo muda. A massa muscular tende a cair, a absorção de nutrientes pode diminuir e algumas doenças crônicas se tornam mais comuns.

Por isso, a suplementação costuma entrar nas consultas de rotina. Em muitos casos, o médico avalia vitamina D, cálcio, B12, ferro e outros nutrientes.

Isso não significa que toda pessoa com mais de 50 anos precisa de suplementos. Significa que vale investigar carências com exames, em vez de comprar produtos por conta própria.

5 mitos e verdades sobre suplementação

A seguir, veja cinco frases comuns sobre suplementos e entenda o que é mito ou verdade.

Mito 1 – Suplemento sempre faz engordar

Muita gente evita suplementação com medo da balança. A ideia de que “suplemento engorda” é muito difundida.

Na verdade, existe uma grande variedade de produtos. Há termogênicos para auxiliar na perda de peso, proteínas para ganho de massa muscular e fórmulas hipercalóricas, que realmente aumentam a ingestão de calorias.

O ganho de peso acontece quando a pessoa consome mais calorias do que gasta. Isso pode vir da alimentação, dos suplementos ou da soma dos dois. O problema costuma estar na auto suplementação e na escolha inadequada do produto, não no suplemento em si.

Verdade 2 – Suplementos podem causar efeitos colaterais

Suplementos não são inofensivos. Usados de forma errada, sem orientação, podem causar efeitos colaterais importantes.

Termogênicos com altas doses de cafeína e chá verde, por exemplo, podem acelerar os batimentos cardíacos. Em quem tem pressão alta ou problemas no coração, o risco é maior.

No caso de proteínas em excesso, como whey, creatina e BCAA, o cuidado é maior em pessoas com doença renal. Em quem já tem comprometimento, a sobrecarga pode piorar o quadro. Derivados do leite ainda podem causar desconforto digestivo em quem tem intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite.

Mito 3 – Suplemento aumenta sozinho o resultado dos treinos

Suplementação não substitui treino nem alimentação. O desempenho físico depende do conjunto: exercícios bem orientados, regularidade, alimentação equilibrada e sono adequado.

Os suplementos entram como apoio. Eles ajudam a complementar nutrientes que não são obtidos em quantidade suficiente na dieta. Sozinhos, não mudam o resultado dos treinos.

Outro ponto é a qualidade dos produtos. Alguns suplementos têm muitos aditivos, como corantes, adoçantes e conservantes. O consumo sem critério pode não trazer benefício e ainda gerar gasto desnecessário.

Verdade 4 – Suplementos podem suprir vitaminas e outros nutrientes

Os suplementos foram desenvolvidos justamente para corrigir deficiências ou reforçar a oferta de alguns nutrientes. Isso vale para macronutrientes, como carboidratos e proteínas, e para micronutrientes, como vitaminas e minerais.

Multivitamínicos, por exemplo, podem ser indicados em dietas muito restritivas ou após cirurgias que alteram a absorção intestinal. A vitamina D é outro caso comum, principalmente em pessoas com pouca exposição ao sol.

Mesmo assim, a base continua sendo a alimentação. Frutas, legumes, verduras, grãos integrais e proteínas magras seguem como prioridade. A suplementação vem depois, quando a dieta não consegue suprir tudo sozinha.

Mito 5 – Suplementos são exclusivos para adultos jovens

A imagem mais comum ligada à suplementação é a de jovens em academias. Mas o uso não é exclusivo dessa faixa etária.

Crianças, adolescentes e idosos também podem precisar de suplementos em situações específicas. No caso dos idosos, fórmulas proteicas e vitamínicas podem ajudar a manter massa muscular, reduzir o risco de quedas e apoiar o sistema imunológico.

O ponto central é o acompanhamento profissional. Em qualquer idade, é preciso avaliar doses, tempo de uso e possíveis interações com remédios. Isso é ainda mais importante em pessoas que já tomam vários medicamentos todos os dias.

Suplementação segura: checklist para conversar com o médico

Antes de iniciar qualquer suplementação, vale seguir um pequeno roteiro. Ele ajuda a organizar as decisões e a consulta.

  1. Marque uma consulta. Comece sempre com médico ou nutricionista, levando a lista de remédios em uso.

  2. Faça exames quando indicado. Dosagens de vitaminas, função renal, colesterol e glicemia ajudam a definir prioridades.

  3. Defina o objetivo. Ganho de massa? Reposição de vitaminas? Mais energia no dia a dia? Seja específico.

  4. Evite recomendações informais. O que funcionou para um amigo pode ser inadequado para você.

  5. Leia os rótulos. Verifique composição, presença de cafeína, açúcares, lactose e a dose sugerida.

  6. Observe o corpo. Qualquer sintoma novo deve ser relatado ao profissional que acompanha o tratamento.

Advertisement

Você também vai gostar

Saúde

Atividade física, ergonomia e alimentação adequada podem ajudar a proteger músculos, articulações e ossos

Saúde

Resfriar a região com água corrente é uma das principais medidas após uma queimadura doméstica

Saúde

Mesmo após emagrecer, algumas regiões podem manter pequenos acúmulos de gordura; cirurgião plástico explica as opções para melhorar o contorno corporal

Saúde

esão durante o exercício pode ter relação com o peso corporal, mas não depende apenas da balança. Entenda os fatores que aumentam o risco...