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Veja a alteração silenciosa no intestino que pode evoluir para câncer

Pólipos intestinais podem evoluir para câncer ao longo dos anos. Veja os sinais, os riscos e por que a colonoscopia é fundamental na prevenção.

Pólipos intestinais podem evoluir para câncer ao longo dos anos. Veja os sinais, os riscos e por que a colonoscopia é fundamental na prevenção.

Pólipos intestinais costumam surgir sem causar sintomas. Por isso, muita gente convive com essas lesões por anos sem perceber o problema.

Eles se formam na mucosa do intestino grosso. Na maioria dos casos, não provocam sinais evidentes.

Sinais discretos

Quando aparecem, os sintomas costumam ser leves. Segundo o coloproctologista Danilo Munhóz, eles podem incluir sangramento discreto nas fezes, prisão de ventre alternada com diarreia, cólicas leves e, mais raramente, muco nas evacuações.

“Os pólipos intestinais são pequenas saliências que se formam na mucosa do intestino grosso e, na maioria das vezes, crescem de forma completamente silenciosa”, explica o médico. “Quando sinais aparecem, costumam ser sutis e facilmente confundidos com outras condições.”

Por isso, alterações persistentes no intestino devem ser investigadas. Mesmo que pareçam banais, elas podem indicar algo que precisa de atenção.

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Risco de evolução

O maior alerta é que alguns pólipos podem evoluir para câncer colorretal. Esse processo pode levar anos, mas acontece sem dar sinais claros no começo.

“O maior ponto de atenção está na capacidade de determinados pólipos evoluírem para o câncer colorretal, segundo tumor mais incidente no Brasil”, afirma Munhóz.

Segundo o médico, os pólipos adenomatosos são os que mais preocupam. Eles podem transformar-se em câncer ao longo de 5 a 10 anos.

Essa janela, porém, também é uma chance importante de prevenção. Se o pólipo for descoberto e removido cedo, o risco cai bastante.

Exame que previne

A colonoscopia é o principal exame para detectar e retirar os pólipos. O procedimento permite diagnóstico e tratamento ao mesmo tempo.

A recomendação geral é começar o rastreamento aos 45 anos. Quem tem histórico familiar de câncer colorretal ou doenças inflamatórias intestinais deve iniciar antes.

“Após a remoção de um pólipo, o acompanhamento periódico é fundamental, pois o risco de novas lesões permanece elevado”, destaca o especialista.

Atenção ao corpo

O recado dos especialistas é simples. O câncer colorretal pode ser prevenido quando o problema é encontrado a tempo.

Como os pólipos costumam ser silenciosos, exames de rotina fazem diferença. Observar o intestino e procurar avaliação médica diante de mudanças persistentes é uma forma importante de cuidado.

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