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Você herdou a enxaqueca? Especialistas alertam para fator que agrava

Doença tem componente genético, mas hábitos e estilo de vida podem piorar crises

Enxaqueca tem origem genética, mas fatores do estilo de vida podem agravar crises
Enxaqueca tem origem genética, mas fatores do estilo de vida podem agravar crises - Foto: Shutterstock

A enxaqueca possui um forte componente genético, mas não depende apenas da herança familiar. Especialistas alertam que diversos fatores do dia a dia podem agravar a frequência e a intensidade das crises.

Segundo o neurologista Dr. Tiago de Paula, especialista em cefaleia pela Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp), algumas condições aumentam o risco de progressão da doença.

Entre elas estão tabagismo, obesidade, privação de sono e uso excessivo de medicamentos para dor.

Além disso, alguns fatores não podem ser modificados, como o histórico familiar e o sexo biológico.

Mulheres sofrem mais com enxaqueca

Estudos populacionais mostram que mulheres têm cerca de três vezes mais enxaqueca do que homens.

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Isso ocorre porque as oscilações hormonais influenciam diretamente o funcionamento do sistema nervoso.

Mudanças nos níveis de estrogênio durante menstruação, ovulação, gravidez e menopausa podem aumentar a excitabilidade neuronal.

Esse processo também influencia a liberação de neurotransmissores relacionados à dor, como serotonina e CGRP.

Uso excessivo de remédios pode piorar o quadro

Outro ponto de atenção envolve o uso frequente de medicamentos para aliviar crises.

Segundo o especialista, tomar muitos remédios pode provocar um quadro chamado cefaleia por uso excessivo de medicamentos.

Nesse caso, os remédios deixam de controlar a doença e passam a contribuir para o aumento das dores.

O risco de enxaqueca crônica cresce principalmente quando o paciente tem três ou mais dias de crises por mês.

Como o tratamento ajuda a reduzir as crises

O tratamento adequado busca reduzir a frequência das crises ao longo do tempo.

Segundo o neurologista, o cérebro cria um “caminho” para a dor. Quanto mais crises ocorrem, mais fácil esse caminho se torna.

Por isso, o objetivo da terapia é diminuir a frequência dessas ativações neurológicas.

Entre os tratamentos utilizados estão:

  • toxina botulínica, aplicada em pontos específicos para reduzir a sensibilidade à dor.

  • medicamentos monoclonais anti-CGRP, desenvolvidos especificamente para tratar enxaqueca.

Em alguns casos de enxaqueca crônica, a combinação dessas terapias pode apresentar resultados ainda melhores.

Mudanças no estilo de vida ajudam no controle

Além do tratamento médico, mudanças no estilo de vida são fundamentais para controlar a doença.

Especialistas recomendam alguns cuidados importantes:

  • manter horários de sono regulares.

  • praticar exercícios físicos de 30 a 50 minutos, três a cinco vezes por semana.

  • fazer refeições regulares e evitar longos períodos de jejum.

  • manter boa hidratação.

  • identificar gatilhos com um diário de enxaqueca.

Técnicas de relaxamento e mindfulness também podem ajudar a reduzir o estresse e a frequência das crises.

Segundo o especialista, pequenas mudanças no dia a dia podem fazer grande diferença.

Controlar hábitos, reduzir estímulos excessivos e tratar corretamente a doença ajuda a melhorar a qualidade de vida de quem convive com enxaqueca.

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