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Síndrome de Asperger faz parte do TEA? Especialista explica sinais

Entenda por que a nomenclatura mudou e quais são as principais características do autismo nível 1 de suporte em crianças e adultos

Imagem de uma criança segurando peças de quebra cabeça coloridas (símbolo do TEA) em frente ao rosto
Veja explicação de especialista sobre Síndrome de Asperger - Foto: Shutterstock

Muitas pessoas ainda utilizam o termo Síndrome de Asperger para descrever certas características comportamentais. No entanto, desde 2013, essa condição passou a integrar o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Atualmente, o Asperger corresponde ao que chamamos de TEA nível 1 de suporte. Isso significa que o indivíduo possui autonomia, mas apresenta desafios na interação social.

Entender essa mudança é fundamental para buscar o suporte correto e garantir qualidade de vida. O diagnóstico precoce continua sendo a melhor ferramenta para o desenvolvimento do paciente.

Qual a diferença real entre Asperger e TEA?

Hoje não existe mais uma diferença diagnóstica oficial entre as duas nomenclaturas. O termo Asperger caiu em desuso nos manuais médicos mais modernos.

Antigamente, o Asperger era identificado em pessoas sem atraso na fala ou deficiência intelectual. Já o autismo clássico costumava apresentar prejuízos severos na linguagem.

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“Asperger é uma nomenclatura antiga dentro do espectro autista”, explica a neuropediatra Marcela Toso. Agora, o médico especifica apenas o nível de suporte necessário para cada caso.

Como identificar os sinais de TEA nível 1?

Os sinais do TEA nível 1 costumam aparecer ainda na infância. Contudo, muitos casos são identificados apenas na adolescência ou na vida adulta.

As principais características envolvem a dificuldade em entender regras sociais implícitas. A pessoa pode interpretar a linguagem de forma literal, ignorando ironias ou metáforas.

Confira outros sinais comuns que merecem atenção dos familiares:

  • Interesses muito restritos e intensos por temas específicos.

  • Rigidez cognitiva e dificuldade em mudar rotinas estabelecidas.

  • Sensibilidade sensorial aguçada a sons, luzes ou texturas.

  • Dificuldade em manter contato visual ou usar gestos na comunicação.

Diagnóstico em meninas e a “camuflagem”

O TEA é mais diagnosticado em meninos, mas isso pode revelar um subdiagnóstico feminino. Meninas costumam praticar a camuflagem social para se encaixarem em grupos.

Segundo a especialista da Inspirali, isso pode atrasar a identificação do quadro. “Em meninas, pode haver camuflagem social, atrasando o diagnóstico”, ressalta Marcela.

O que causa o Transtorno do Espectro Autista?

O TEA possui uma base genética e neurobiológica muito forte. A herdabilidade da condição é estimada entre 60% e 90% pelos especialistas.

Fatores ambientais pré-natais também podem influenciar o desenvolvimento do transtorno. Idade parental avançada e complicações na gestação são alguns dos pontos estudados.

Marcela reforça que o transtorno não tem relação com a criação. “O TEA não é causado por vacinas, nem falta de afeto”, enfatiza a médica.

Diagnóstico e possibilidades de tratamento

O diagnóstico de TEA é estritamente clínico e baseado na observação do comportamento. Não existem exames de sangue ou de imagem que confirmem a condição.

Médicos utilizam entrevistas detalhadas e critérios internacionais para fechar o laudo. O processo pode envolver uma equipe multidisciplinar com psicólogos e fonoaudiólogos.

Tratamentos baseados em evidência

O tratamento ajuda a melhorar habilidades sociais e reduzir a ansiedade diária. As intervenções devem ser individualizadas para cada paciente.

A especialista destaca que a terapia ajuda a desenvolver estratégias de regulação emocional. O objetivo é sempre aumentar a autonomia e o desempenho acadêmico ou profissional.

Muitos adultos com TEA nível 1 têm vida funcional satisfatória quando recebem suporte. O acompanhamento correto melhora significativamente a qualidade de vida.

Importância da inclusão

É perfeitamente possível ter uma vida plena e funcional dentro do espectro autista. O suporte adequado permite que o indivíduo desenvolva seu potencial máximo.

Busque sempre orientação profissional caso perceba sinais de dificuldades sociais. A conscientização da sociedade é o passo final para a inclusão real.

Proteja o desenvolvimento de quem você ama com informação e apoio especializado.

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