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Estudo revela que bactérias na boca podem sinalizar câncer de pâncreas

Pesquisa aponta relação entre microbioma oral e risco de desenvolvimento da doença

Estudo aponta que bactérias da boca podem indicar risco de câncer de pâncreas
Estudo aponta que bactérias da boca podem indicar risco de câncer de pâncreas - Foto: SHutterstock

Um estudo revelou que bactérias presentes na boca podem sinalizar risco aumentado de câncer de pâncreas. A pesquisa destaca que o microbioma oral pode funcionar como um indicador precoce da doença.

O que diz o estudo

Publicado no periódico científico, o levantamento analisou amostras orais de cerca de 122 mil pessoas ao longo de quase nove anos. Entre os participantes, 445 desenvolveram câncer de pâncreas.

Os pesquisadores identificaram a associação de algumas bactérias com maior risco da doença. Entre elas estão microrganismos ligados à doença periodontal, uma infecção crônica da gengiva.

Segundo especialistas, a inflamação causada por essas bactérias pode impactar o organismo como um todo. Isso ajudaria a explicar a relação com tumores.

“O microbioma é um conjunto de microrganismos que vivem em diversas partes do corpo, mas principalmente no intestino e na boca, e exercem diversas funções”, explica o cirurgião-dentista Dr. Hugo Lewgoy.

O que dizem especialistas

Além das bactérias, o estudo também identificou fungos associados ao risco aumentado. Os pesquisadores criaram um índice que combina esses microrganismos para estimar a probabilidade de desenvolver a doença.

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De acordo com o oncologista Dr. Ramon Andrade de Mello, a investigação é importante devido à gravidade do câncer de pâncreas.

“Os principais fatores de risco para o câncer de pâncreas são obesidade, tabagismo e pancreatite crônica. No entanto, esses fatores explicam apenas uma pequena parcela dos casos da doença”, afirma o médico.

Sintomas e riscos

O câncer de pâncreas costuma ser silencioso. Muitas vezes, os sinais aparecem apenas em estágios mais avançados.

Entre os principais sintomas, estão:

  • dor abdominal.
  • perda de peso.
  • pele e olhos amarelados.
  • vômitos.

Quando esses sintomas surgem, a doença pode já estar avançada. Por isso, a atenção aos fatores de risco é fundamental.

Como prevenir e cuidar da saúde bucal

Especialistas reforçam que manter a higiene oral pode ajudar no equilíbrio do microbioma. Isso contribui para a saúde geral do organismo.

Entre as recomendações, estão escovação adequada, uso de fio dental e acompanhamento odontológico regular.

O cuidado com a boca também inclui alimentação equilibrada e evitar tabagismo e álcool. Esses hábitos ajudam a reduzir inflamações e manter o organismo saudável.

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