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Muito além da cólica: descubra os sintomas silenciosos da adenomiose difusa

Conheça os sintomas, os tratamentos e o impacto na saúde da condição afeta muitas mulheres na fase reprodutiva

Imagem de uma mulher com cólica na cama
Entenda os sintomas da adenomiose difusa - Foto: Shutterstock

A adenomiose difusa atinge muitas mulheres em idade reprodutiva. Segundo a Organização Mundia da Saúde (OMS), uma em cada dez mulheres sofre com a doença.

Nessa condição clínica, o endométrio cresce dentro da musculatura do útero. O diretor de Comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), ginecologista e obstetra da Clínica Ginelife, Dr. Marcos Tcherniakovsky explica a doença.

“Quando esse processo ocorre em diversos pontos do útero, o quadro é classificado como adenomiose difusa. Já na forma focal, a doença se concentra em um ou poucos nódulos isolados”, afirma o médico.

A diferença para a endometriose

Muitas pessoas confundem a adenomiose com a endometriose. “Costumo dizer que a adenomiose é uma prima irmã muito próxima da endometriose”, relata Dr. Tcherniakovsky.

Na adenomiose, o tecido invade diretamente a musculatura uterina. “Já na endometriose, esse mesmo tecido cresce fora do útero”, esclarece o ginecologista.

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As duas condições podem coexistir tranquilamente na mesma paciente. A adenomiose difusa não se espalha para outros órgãos. Porém, ela acomete uma área muito extensa da parede uterina.

Sintomas da doença silenciosa

Apesar de muito frequente, a doença ainda é bastante subdiagnosticada. Muitas pacientes passam longos anos sem apresentar nenhum sintoma claro.

A descoberta ocorre muitas vezes durante exames médicos de rotina. A ultrassonografia e a ressonância magnética auxiliam bastante no diagnóstico.

Quando os sintomas surgem, eles afetam duramente a rotina diária. Cólicas intensas e sangramentos menstruais volumosos são queixas comuns.

Dor pélvica profunda e dores nas relações sexuais também aparecem. Isso prejudica bastante o bem-estar físico e a vida social.

Tratamentos e saúde reprodutiva

A relação entre a doença e a infertilidade ainda é estudada. “Sabemos que ela pode interferir na capacidade reprodutiva, mas cada mulher deve ser avaliada individualmente”, afirma Dr. Tcherniakovsky.

A escolha do tratamento varia conforme a intensidade do quadro. Medicamentos hormonais ajudam a reduzir bastante os sangramentos intensos.

Eles também conseguem retardar a progressão natural dessa doença. Se o tratamento clínico falhar, a cirurgia pode ser considerada. A retirada do útero é indicada para pacientes que não desejam engravidar.

Conscientização e prevenção médica

A saúde da mulher vem ganhando espaço nas políticas públicas. O Governo Federal anunciou grandes investimentos para novas pesquisas clínicas.

Um programa focado no diagnóstico precoce está em forte análise. Consultas ginecológicas regulares são fundamentais para flagrar as doenças.

“É fundamental ampliar a conscientização sobre doenças crônicas como a adenomiose”, conclui Dr. Tcherniakovsky. Não hesite em buscar ajuda médica diante de fortes cólicas.

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