A osteoporose atinge homens e mulheres de maneiras diferentes, mas pode causar fraturas em ambos. A doença reduz a densidade óssea e aumenta a fragilidade do esqueleto.
Embora seja mais associada às mulheres, a condição também afeta o público masculino. A diferença está na forma como a perda de massa óssea evolui e nos fatores que aumentam o risco.
Como a osteoporose afeta as mulheres
Nas mulheres, a perda óssea costuma se intensificar logo após a menopausa. Isso ocorre por causa da queda nos níveis de estrogênio, hormônio que ajuda a manter a estrutura dos ossos.
O público feminino também tende a apresentar ossos menores e menor massa óssea acumulada ao longo da vida. Com isso, os níveis associados ao risco de fraturas podem ser atingidos mais cedo.
Como a osteoporose afeta os homens
Nos homens, a perda de massa óssea costuma ocorrer de forma mais gradual. O problema se torna mais relevante com o avanço da idade.
Como não existe um marco biológico semelhante à menopausa, muitos casos não são identificados no início. Por isso, é comum que o diagnóstico ocorra somente depois da primeira fratura por fragilidade.
De acordo com o ortopedista Isaías Chaves, a doença não deve ser vista como uma condição exclusivamente feminina.
“Nas mulheres, a perda óssea tende a se acelerar após a menopausa, principalmente pela redução do estrogênio. Elas também apresentam menor massa óssea e ossos menores, atingindo mais precocemente níveis associados a fraturas. Nos homens, a perda costuma ser gradual e se torna relevante com a idade, exigindo investigação de causas secundárias, como uso prolongado de corticoides e doenças crônicas. Osteoporose não deve ser encarada apenas como ‘doença de mulher’. Homens também sofrem fraturas por fragilidade e, muitas vezes, chegam ao diagnóstico somente depois que a primeira fratura aconteceu”, destaca o ortopedista Isaías Chaves.
Doença pode ser silenciosa
A perda de densidade mineral óssea não provoca dor por si só. Em muitos casos, a primeira manifestação ocorre quando a pessoa sofre uma fratura após um impacto leve ou um trauma mínimo.
Esse tipo de lesão é chamado de fratura por fragilidade. Ela pode ocorrer em regiões como quadril, coluna, punho e braço.
Entre os principais fatores de risco estão:
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Idade avançada.
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Histórico familiar de osteoporose.
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Menopausa.
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Baixo peso corporal.
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Tabagismo.
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Consumo excessivo de álcool.
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Sedentarismo.
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Baixa ingestão de cálcio.
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Deficiência de vitamina D.
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Doenças inflamatórias ou gastrointestinais.
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Uso prolongado de corticoides.
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Doenças crônicas que afetam o metabolismo ósseo.
Para Isaías Chaves, o atendimento não deve se limitar ao tratamento da fratura.
“A primeira manifestação da doença é, frequentemente, uma fratura por um trauma que normalmente não deveria quebrar um osso saudável. Na ortopedia, isso é crucial: a fratura pode ser apenas a manifestação visível de um problema que já vinha acontecendo silenciosamente no esqueleto. Tratar a fratura é fundamental, mas investigar por que aquele osso quebrou é o que vai evitar a próxima”, alerta o ortopedista.
Quando fazer a densitometria óssea
A densitometria mineral óssea ajuda a identificar a perda de massa óssea antes de uma fratura. O exame avalia a quantidade de minerais em áreas mais suscetíveis a lesões, como o quadril e a coluna lombar.
De forma geral, o rastreamento é recomendado para:
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Mulheres a partir dos 65 anos.
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Mulheres mais jovens após a menopausa, quando existem fatores de risco.
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Homens geralmente a partir dos 70 anos.
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Pessoas de qualquer idade com histórico de fratura por fragilidade.
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Pacientes que usam corticoides continuamente.
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Pessoas com doenças crônicas que afetam o metabolismo ósseo.
A indicação pode mudar de acordo com o histórico clínico. Por isso, a avaliação deve ser feita por um profissional de saúde.
“O cenário ideal é descobrir que o osso está ficando mais frágil antes que uma queda simples se transforme em uma fratura de quadril. Preservar quadril, joelho, musculatura e qualidade óssea faz parte de um mesmo objetivo: manter o paciente ativo, independente e com segurança pelo maior tempo possível”, reforça Isaías Chaves.
Cuidados ajudam a prevenir fraturas
A prevenção começa antes do envelhecimento. O chamado patrimônio ósseo é construído principalmente durante a infância, a adolescência e a juventude. Na vida adulta, o objetivo passa a ser preservar essa reserva.
A estratégia combina alimentação, atividade física e prevenção de quedas. Uma dieta equilibrada, com fontes de cálcio e proteínas, fornece nutrientes importantes para os tecidos. A vitamina D também participa do aproveitamento dos minerais pelo organismo.
Exercícios resistidos, como a musculação, e atividades com impacto moderado estimulam o remodelamento ósseo. O treino também fortalece os músculos, melhora o equilíbrio e ajuda a reduzir o risco de quedas.
A atividade deve ser adaptada à condição de cada pessoa, principalmente quando já existe osteoporose, dor, histórico de fratura ou limitação de mobilidade.
Como proteger a saúde dos ossos
Algumas medidas podem fazer parte da rotina:
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Mantenha uma alimentação equilibrada, com cálcio e proteínas.
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Converse com um profissional sobre a necessidade de avaliar a vitamina D.
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Pratique exercícios de força e atividades com sustentação de peso.
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Cuide do equilíbrio, da coordenação e da musculatura.
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Evite o cigarro e o consumo excessivo de álcool.
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Informe ao médico sobre o uso prolongado de corticoides.
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Investigue fraturas causadas por quedas ou traumas leves.
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Faça a densitometria quando houver indicação.
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Reduza riscos de queda em casa, com boa iluminação e circulação livre.
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Procure atendimento após uma fratura por impacto mínimo.
“Prevenir uma fratura não significa cuidar apenas do osso. Significa cuidar também do músculo, da mobilidade e do equilíbrio. Exercícios com sustentação de peso e treinamento de força e coordenação ajudam a preservar a função muscular e reduzir o risco de quedas. O objetivo principal não é simplesmente tratar uma alteração em um exame, mas preservar a independência e a qualidade de vida do paciente”, finaliza Isaías Chaves.
Osteoporose exige atenção contínua
A osteoporose pode atingir homens e mulheres, mas a evolução da perda óssea não é igual nos dois grupos. Nas mulheres, o risco aumenta após a menopausa. Nos homens, o processo tende a ser gradual e pode permanecer sem diagnóstico por mais tempo.
Por isso, a osteoporose exige prevenção, investigação dos fatores de risco e acompanhamento individualizado. Identificar a fragilidade óssea antes da primeira fratura ajuda a preservar a mobilidade, a independência e a qualidade de vida.


































