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Alerta: doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil

Um brasileiro sofre infarto a cada 2 minutos. Além dessa, outras doenças cardiovasculares oferecem risco à população

Alerta: doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil
Alerta: doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil - Foto: Shutterstock

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 30% dos óbitos no Brasil são provocados por doenças cardiovasculares. Por isso, esta é a principal causa de morte no país. No mundo, a doença cardiovascular mata, por ano, mais de 7 milhões de pessoas. De acordo com o cirurgião vascular Dr. Caio Focássio, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular (SBACV), são três as doenças que mais acometem o sistema vascular:

Trombose venosa

De cada mil brasileiros, um ou dois têm trombose, indica o Ministério da Saúde. A doença causada por uma formação de coágulos de sangue nas veias das pernas. “Um dos agravantes da doença é que ela pode levar a uma embolia pulmonar, que é quando uma artéria do pulmão é obstruída. E daí a falta de ar é um dos primeiros sintomas”, alerta o médico.

Aneurisma da aorta tóraco-abdominal

Sem sintomas, ao primeiro sinal do problema cerca de 80% das pessoas morrem, sendo que 50% chegam vivas aos hospitais e apenas 50% sobrevivem a cirurgia que reverte o caso, indica o especialista. Segundo ele, o aneurisma de aorta mata 6,5 mil pessoas por ano só no Brasil. 

“Essa taxa de mortalidade é tão alta porque a aorta – que é a principal artéria do corpo – pode dilatar e se romper, e isso pode ser fatal”, afirma o Dr. Caio. Ele lembra alguns fatores de risco: idade, o uso de tabaco, a hipertensão e o histórico familiar.

A boa notícia é que um exame físico clínico é capaz de identificar o problema. O grande risco, aponta o médico, não está em ter aneurisma de aorta, mas sim em deixá-la chegar até às últimas consequências, que é quando essa artéria se rompe. 

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O primeiro sintoma de um aneurisma da aorta pode surgir apenas na hora da sua ruptura e daí já levar à morte em muitos casos. Em outros, antes de romper, a pessoa pode ter dor abdominal ou lombar, ou sentir um incômodo pulsátil na barriga, compressão dos órgãos ou isquemia dos pés e nas pernas, ou não sentir absolutamente nada. 

Mas, quando se rompe, a dor abdominal e/ou lombar é forte, seguida de um mal estar intenso, queda da pressão arterial, taquicardia, palidez e sudorese.

Doença arterial periférica

Um dos primeiros sinais da doença arterial periférica é o surgimento de feridas dolorosas de difícil cicatrização, além de dor ao caminhar. A condição surge devido à má circulação sanguínea que entope as artérias dos membros inferiores. “Nesse caso, um dos principais riscos é a amputação dos membros”, explica o médico.

É possível prevenir todas as doenças cardiovasculares, especialmente com um check up vascular anual, afirma o Dr. Caio.

Números alarmantes sobre o infarto no Brasil

Além das condições descritas acima, o infarto do miocárdio está entre as doenças cardiovasculares mais perigosas para a população brasileira. O ataque cardíaco – como também é chamado –, é a morte das células de uma região do músculo do coração por conta da formação de um coágulo que interrompe o fluxo sanguíneo de forma súbita e intensa. 

Anualmente, 400 mil pessoas sofrem com o episódio no Brasil. Os números do Ministério da Saúde são preocupantes: uma pessoa sofre de ataque cardíaco a cada 2 minutos, e 100 mil delas perdem a vida anualmente. 

Estilo de vida, sedentarismo, tabagismo, estresse, hipertensão arterial e diabetes são os principais fatores de risto. A situação é de emergência e se agrava com a dificuldade em reconhecer os sintomas. As chances de sobrevivência, assim como as sequelas, variam de acordo com a gravidade do ataque.

No caso de um ataque cardíaco, cada minuto importa: quanto menor o tempo para receber atendimento médico, menores os danos ao coração. Apesar da metade das vítimas morrerem antes de chegar ao hospital, estudos da Universidade de Harvard apontam que 90% dos pacientes hospitalizados sobrevivem. 

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