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Conheça o hormônio que desregula o sono e pode piorar quadros de dor

Em níveis elevados, este hormônio desregula o sono, intensifica dores e afeta múltiplos sistemas do corpo. Saiba o que um especialista recomenda para identificar e resolver o problema.

Conheça o hormônio que desregula o sono e pode piorar quadros de dor
Foto: Reprodução/Shutterstock

Cansaço constante, sono desregulado, dores persistentes e ganho de peso podem ter uma origem em comum. O cortisol elevado é o elo que une todos esses sintomas, segundo especialistas.

Conhecido como o hormônio do estresse, o cortisol desempenha funções essenciais no organismo. O problema começa quando ele permanece alto por longos períodos.

O que o cortisol faz no organismo

O cortisol é produzido pelas glândulas suprarrenais e atua em diferentes frentes ao mesmo tempo. Ele participa do metabolismo energético, da resposta inflamatória, da imunidade e da regulação da pressão arterial.

“O cortisol é fundamental para o equilíbrio metabólico e para a adaptação do corpo em situações de estresse físico ou emocional”, explica o Dr. José Marcos, especialista em anestesiologia e dor do Centro Clínico Saint Moritz.

Em condições normais, a produção segue o ciclo circadiano. Os níveis são mais altos pela manhã e caem ao longo do dia, preparando o corpo para o descanso noturno.

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Quando o ciclo se rompe

O problema surge quando o estresse crônico altera esse ritmo natural. Com o hormônio elevado à noite, o organismo permanece em estado de alerta, e o sono é diretamente prejudicado.

“Quando esse equilíbrio é alterado, principalmente em situações de estresse crônico, o sono pode ser diretamente prejudicado”, afirma Dr. José Marcos.

E o impacto não para no cansaço. O cortisol elevado também interfere nos mecanismos inflamatórios e na percepção da dor, tornando quadros crônicos ainda mais intensos.

A ligação entre hormônio, sono e dor

O ciclo que se forma é silencioso e progressivo. O cortisol elevado prejudica o sono, e a privação do sono aumenta a sensibilidade dolorosa.

“Distúrbios do sono e dores persistentes acabam formando um ciclo. O aumento do cortisol piora a qualidade do sono e isso, por consequência, pode aumentar a sensibilidade dolorosa”, detalha o especialista.

Ou seja, quem já convive com dor crônica pode ter os sintomas agravados por noites mal dormidas, alimentadas pelo mesmo hormônio que gerou o problema.

O que pode causar o cortisol alto?

As causas variam e nem sempre são óbvias. O Dr. José Marcos lista os principais fatores.

  • Estresse intenso e prolongado.

  • Uso contínuo de medicamentos corticosteroides.

  • Tumores na hipófise ou alterações nas glândulas suprarrenais.

  • Obesidade e diabetes mal controlado.

  • Transtornos psiquiátricos, como ansiedade e depressão.

Cada um desses fatores pode elevar o hormônio de forma independente ou combinada. Por isso, o diagnóstico exige investigação clínica cuidadosa.

Sintomas que pedem atenção

Os sinais do excesso do hormônio nem sempre aparecem de forma clara. Veja os mais comuns, segundo o especialista.

  • Ganho de peso, especialmente na região abdominal.

  • Insônia e sono de má qualidade.

  • Ansiedade, irritabilidade e dificuldade de concentração.

  • Fraqueza muscular e fadiga constante.

  • Hipertensão arterial.

  • Alterações cutâneas e aumento da glicose.

  • Sintomas depressivos.

“Também podem surgir alterações cutâneas, aumento da glicose e até sintomas depressivos”, alerta Dr. José Marcos.

Consequências a longo prazo

Quando o problema se torna crônico, os riscos aumentam consideravelmente. O cortisol elevado por longos períodos está associado a complicações sérias.

“O cortisol elevado está associado ao aumento do risco cardiovascular, diabetes, osteoporose, alterações cognitivas e maior vulnerabilidade a infecções. É uma condição que afeta múltiplos sistemas do organismo”, afirma o especialista.

O diagnóstico precoce faz toda a diferença no prognóstico. “Sono desregulado, fadiga constante, dor crônica e mudanças importantes no corpo não devem ser ignorados”, conclui Dr. José Marcos.

 Investigar os sintomas cedo evita complicações e melhora significativamente a qualidade de vida.

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