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Cuidado: a falta de sono pode ligar o alerta para o esquecimento

Pesquisa internacional revela que noites mal dormidas aumentam o risco de Alzheimer em pessoas saudáveis

Mulher sentada na cama com o aspecto de cansada.
Confira a relação entre o sono e o esquecimento - Foto: Shutterstock

Você costuma passar as noites em claro ou dorme menos do que deveria? Pois saiba que o preço dessa conta pode ser cobrado lá na frente pela sua memória.

Um descanso inadequado faz muito mais do que causar cansaço e mau humor no dia seguinte.

Um estudo internacional acendeu um alerta grave.

Poucas horas de sono e um descanso de má qualidade estão diretamente associados a uma chance maior de pessoas saudáveis desenvolverem a doença de Alzheimer.

O portal Saúde em Dia destrinchou a pesquisa para te mostrar o tempo ideal de sono e como proteger o seu cérebro.

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O que diz a ciência sobre o sono e o Alzheimer

O estudo foi realizado pelo Barcelonaβeta Brain Research Center (BBRC) em parceria com a Universidade de Bristol.

Os cientistas analisaram dados de 1.168 adultos com mais de 50 anos que não apresentavam nenhum sinal de demência ou comprometimento cognitivo.

A equipe descobriu que a privação do sono está ligada ao aumento de proteínas específicas no líquido cefalorraquidiano: as proteínas p-tau e t-tau.

No jargão médico, essas substâncias são os principais biomarcadores utilizados para medir o risco de Alzheimer na fase pré-clínica, ou seja, anos antes de os primeiros sintomas surgirem.

Qual é o tempo ideal de sono por noite?

Os resultados mostraram que dormir menos de sete horas por noite tem relação direta com os valores mais elevados dessas proteínas nocivas no cérebro.

As anormalidades e as interrupções do sono costumam diminuir a capacidade do órgão de se limpar. Portanto, a falta crônica de descanso funciona como um fator de risco silencioso.

“Os resultados fortalecem a hipótese de que a interrupção do sono pode representar um fator de risco para a doença de Alzheimer.” — Laura Stankeviciute, pesquisadora do BBRC.

Compreender essa relação ajuda os médicos a criarem terapias preventivas.

Melhorar a qualidade do sono antes mesmo que qualquer sintoma de esquecimento apareça pode ser a chave para reduzir os danos no futuro.

O perigo invisível para os mais jovens

Se você acha que o problema atinge apenas os idosos, saiba que o cuidado deve começar cedo.

O sono sempre funcionou como um sistema restaurador para o cérebro humano. Quanto menos dormimos, mais danos acumulamos ao longo do tempo.

Médicos neurologistas alertam que o perigo é imenso para os mais jovens.

Um sono não reparador na juventude impede a maturação cerebral completa, um processo biológico que acontece até os 25 anos de idade. 

As consequências dessa negligência com o travesseiro costumam aparecer apenas nas fases avançadas da vida.

Dormir bem é uma questão de saúde pública e longevidade. Que tal começar a desligar as telas mais cedo hoje e garantir as suas sete horas diárias de descanso?

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