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Pão, leite ou estresse? Descubra o que pode estar irritando seu intestino

Desconforto abdominal constante? Entenda como a alimentação, a saúde mental e condições médicas silenciosas afetam o seu sistema digestivo

Mulher deitada no sofá com a mão na barriga.
Confira a relação de estresse e intestino - Foto: Shuttherstock

O desconforto abdominal é uma queixa cada vez mais comum nos consultórios médicos.

Sintomas como estufamento, gases, cólicas e alterações no trânsito intestinal incomodam milhares de pessoas diariamente.

Muitas vezes, a culpa é atribuída imediatamente ao último alimento ingerido.

No entanto, a irritação no sistema digestivo é um problema complexo. Ela pode ser o resultado de intolerâncias alimentares, alergias ou até mesmo do seu estado emocional.

O portal Saúde em Dia explica as principais causas por trás da inflamação intestinal e como identificá-las.

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A relação entre o pão e a sensibilidade ao glúten

O pão francês e as massas são fontes clássicas de glúten. Essa proteína, presente no trigo, na cevada e no centeio, pode ser a raiz de grandes desconfortos.

Existem dois problemas principais relacionados a ela:

  • Doença celíaca: É uma condição autoimune grave. Nela, o sistema imunológico ataca o próprio intestino ao detectar o glúten. Isso causa inflamação crônica e impede a absorção de nutrientes.

  • Sensibilidade ao glúten não-celíaca: Ocorre quando o paciente apresenta sintomas parecidos com os da doença celíaca, mas os exames dão negativo. O intestino fica irritado, gerando fadiga e inchaço.

O impacto do leite e a intolerância à lactose

O leite e seus derivados são ricos em lactose, um açúcar natural. Para digeri-lo, o organismo precisa da enzima lactase. Com o passar dos anos, é natural que o corpo diminua a produção dessa enzima.

A falta de lactase faz com que a lactose chegue intacta ao cólon. Lá, ela é fermentada por bactérias.

Esse processo gera gases em excesso, cólicas fortes, sensação de estômago alto e episódios de diarreia. 

A intolerância pode variar de leve a severa, dependendo de cada organismo.

O eixo cérebro-intestino: como o estresse afeta a digestão

Você sabia que o intestino é considerado o nosso “segundo cérebro”? Ele possui milhões de neurônios e está diretamente conectado ao sistema nervoso central.

O estresse crônico e a ansiedade desregulam essa comunicação.

O cérebro envia sinais que alteram a velocidade da digestão e aumentam a sensibilidade à dor. Esse fator é o principal gatilho para a Síndrome do Intestino Irritável (SII).

Trata-se de um distúrbio funcional que causa dor e alteração no hábito intestinal, sem lesões físicas aparentes.

Sintomas de alerta: quando procurar um especialista

Mudar a dieta por conta própria nem sempre é o caminho ideal. Restrições severas sem orientação podem causar carências nutricionais. Fique atento aos sinais que exigem uma consulta com o gastroenterologista:

  • Perda de peso inexplicável.

  • Presença de sangue nas fezes.

  • Diarreia persistente que acorda o paciente à noite.

  • Anemia sem causa aparente.

Apenas um médico pode realizar os testes necessários para diferenciar alergias, intolerâncias e doenças inflamatórias.

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