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Sobrepeso ou obesidade? Entenda a diferença e 4 fatores do ganho de peso

Entenda como são classificados e quais fatores podem favorecer o ganho de peso

Pessoa com risco de obesidade
Apesar de estarem relacionados, sobrepeso e obesidade não são a mesma coisa - Foto: Shutterstock

Em menos de duas décadas, a proporção de adultos com obesidade nas capitais brasileiras e no Distrito Federal mais que dobrou. Segundo a pesquisa Vigitel Brasil 2006–2024, divulgada em 2026 pelo Ministério da Saúde, o índice passou de 11,8% para 25,7%. O aumento representa uma alta de 118%.

Os números reforçam a importância de entender quando o excesso de peso é classificado como sobrepeso ou obesidade. Afinal, as duas condições estão relacionadas, mas não significam a mesma coisa.

De acordo com a nutricionista Fernanda Lopes, responsável técnica da Six Clínic, o sobrepeso corresponde à faixa anterior à obesidade. A doença é classificada quando o Índice de Massa Corporal (IMC) chega a 30 ou mais.

“Conforme essa classificação aumenta, os riscos também podem crescer, mas o número não deve ser analisado sozinho. Exames, medida da cintura, composição corporal e histórico clínico ajudam a compreender a situação de cada paciente”, explica.

O que pode favorecer o ganho de peso?

O aumento da massa corporal pode estar relacionado a diferentes fatores. Alimentação, rotina, sono, estresse, nível de atividade física, condições de saúde e uso de alguns medicamentos podem fazer parte desse cenário.

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Por isso, não existe uma única causa para o ganho de peso. A avaliação individual é importante para entender quais fatores estão presentes em cada caso.

1. Rotina corrida pode favorecer o consumo de ultraprocessados

Jornadas longas, deslocamentos demorados e pouco tempo para cozinhar podem facilitar a escolha de alimentos prontos. Refrigerantes, biscoitos, salgadinhos, embutidos e outras opções ultraprocessadas costumam fazer parte desse contexto.

Esses produtos podem apresentar maior quantidade de calorias, açúcar, gordura e sódio. Ao mesmo tempo, tendem a ter menos fibras.

Para Fernanda, pequenas mudanças na organização da rotina podem ajudar. Preparar algumas refeições com antecedência, levar lanches para o trabalho e manter frutas disponíveis em casa são estratégias citadas pela nutricionista.

2. Passar muito tempo sentado reduz o movimento diário

O sedentarismo também pode ocupar uma parte importante da rotina. Trabalhar sentado, usar o carro em trajetos curtos e passar muitas horas diante de telas são alguns exemplos.

Mesmo quem pratica exercícios durante a semana pode permanecer longos períodos em inatividade. Por isso, pequenas oportunidades para se movimentar ao longo do dia também podem fazer diferença.

Caminhar por alguns minutos, usar escadas e levantar durante o expediente são algumas possibilidades. A nutricionista também sugere associar o movimento a tarefas comuns, como caminhar depois do almoço ou atender uma ligação em pé.

3. Sono e estresse também merecem atenção

Dormir pouco, ter horários irregulares e passar por períodos de estresse podem influenciar a fome, a saciedade e a disposição para manter uma rotina de alimentação e exercícios.

Questões emocionais também podem interferir na relação com a comida. Ansiedade, tristeza e cansaço, por exemplo, podem levar algumas pessoas a buscar alimentos como forma de conforto.

Quando a vontade de comer aparece repetidamente em momentos de estresse ou logo depois das refeições, vale observar o que está desencadeando esse comportamento. Segundo Fernanda, situações envolvendo perda de controle, culpa ou sofrimento podem indicar a necessidade de acompanhamento psicológico.

4. Algumas condições de saúde podem influenciar

Alterações hormonais, dificuldades de mobilidade, determinadas doenças e o uso de alguns medicamentos também podem estar relacionados ao aumento da massa corporal ou dificultar sua redução.

Mudanças rápidas nas medidas, cansaço constante, alterações no ciclo menstrual, aumento da fome, sono ruim e inchaço são sinais que devem ser relatados durante uma consulta.

Isso não significa que todo caso de ganho de peso esteja relacionado a alterações hormonais. Porém, quando as tentativas de emagrecimento são repetidas e não apresentam os resultados esperados, é importante investigar o quadro com um profissional.

Medicamentos também não devem ser interrompidos por conta própria. Da mesma forma, substâncias com promessa de emagrecimento não devem ser utilizadas sem orientação.

O tratamento não deve se resumir ao número da balança

O acompanhamento do excesso de peso não precisa ter como objetivo apenas uma mudança na aparência. A proposta também pode envolver a redução de riscos à saúde, melhora de exames, recuperação da mobilidade e construção de uma relação mais equilibrada com a alimentação.

Como a obesidade é uma condição crônica, Fernanda ressalta que o cuidado precisa ser contínuo e adaptado às diferentes fases da vida. A avaliação individual ajuda a definir quais estratégias fazem sentido para cada pessoa, sem transformar o peso em um único indicador de saúde.

“o tratamento precisa ser contínuo e adaptado às diferentes fases da vida”, finaliza a nutricionista.

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