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Surto de sarampo em países da Copa acende alerta para vacinação

Estados Unidos e México registram alta de casos da doença; infectologista explica por que a imunização é indispensável antes de embarcar para o exterior

Médica aplicando vacina em braço de paciente.
Entenda o surto de sarampo - Foto: Shutterstock

A vacinação é a estratégia mais eficaz da saúde pública para prevenir doenças graves e evitar óbitos. Mais do que proteção individual, as vacinas controlam a circulação de vírus e bactérias.

O cenário atual do sarampo nos Estados Unidos e México, países que sediarão a Copa do Mundo 2026, acende um alerta global sobre a urgência da imunização.

O retorno do sarampo em números

Altamente contagioso, o sarampo voltou a preocupar devido à queda nas coberturas vacinais.

“A doença pode causar pneumonia, encefalite e até morte, especialmente em crianças e imunossuprimidos”, alerta a Dra. Mariana Otake Yamada, infectologista e professora da Universidade Anhembi Morumbi.

Instituição cujo curso de Medicina é parte integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil.

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  • Estados Unidos: O país registrou mais de 2,2 mil casos em 2025. É o maior número desde 2000, quando o vírus foi considerado eliminado no território americano.

  • México: O país contabiliza milhares de casos confirmados. A circulação ativa do vírus é monitorada de perto pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

A força da imunidade coletiva

Uma única pessoa infectada pode transmitir o sarampo para até 18 outras pessoas em ambientes fechados. Quando a vacinação atinge a maioria da população, cria-se a imunidade coletiva.

Esse mecanismo dificulta a propagação do vírus e protege quem não pode ser vacinado, como bebês muito novos e gestantes.

Vacinação em todas as fases da vida

Muitos acreditam que vacinas são apenas para crianças, mas a imunização deve ser atualizada sempre. Para adultos, as doses recomendadas incluem:

  • Tríplice viral: Protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

  • Outras essenciais: Hepatite B, Febre Amarela, Tétano, Gripe e Covid-19.

  • Grupos específicos: Vacinas pneumocócicas e contra herpes-zóster.

Cuidados antes de viagens internacionais

O fluxo de turistas aumenta o risco de “importação” e “exportação” de vírus. Expor-se a doenças preveníveis durante uma viagem pode favorecer novos surtos ao retornar ao Brasil.

O Ministério da Saúde orienta que viajantes revisem a carteira de vacinação antes do embarque.

A vacina tríplice viral deve estar atualizada e, se uma nova dose for necessária, ela deve ser aplicada pelo menos 15 dias antes da viagem.

Dica de saúde: não tem certeza se já se vacinou?

Se você perdeu sua carteira de vacinação ou tem dúvidas sobre o histórico, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

“A vacinação é segura e pode ser realizada mesmo quando a pessoa não tem certeza se já tomou a dose anteriormente”, garante a Dra. Mariana.

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