Connect with us

O que você está procurando?

Saúde da Mulher

Virginia diz que teve depressão na gravidez; entenda os primeiros sinais

Veja como surgem os primeiros sinais da depressão gestacional; e quando é necessário procurar ajuda

Virginia. Mulher branca, loira, com uniforme branco do Brasil.
Confira os primeiros sinais de depressão na gravidez - Foto: Shutterstock

A influenciadora Virginia Fonseca, de 27 anos, fez um desabafo sincero em suas redes sociais.

Ela revelou que enfrentou um quadro de depressão gestacional durante a gravidez de sua filha mais velha, Maria Alice, hoje com 5 anos.

A gestação aconteceu em 2020 de forma inesperada, logo no início do namoro com o cantor Zé Felipe.

“Quando eu engravidei da Maria Alice, foi muito do nada. Eu comecei a falar que eu não queria. Depois de acabar de conhecer o Zé Felipe, eu falei: ‘Caraca’. E eu comecei a me culpar, a me cobrar por estar sentindo isso”, desabafou a empresária.

Virginia relatou o sofrimento silencioso que viveu na época.

Continua após publicidade

“Eu sentia que não queria, mas ao mesmo tempo eu já era mãe. Eu já sentia que eu era mãe“, explicou.

O caso da famosa serve de alerta, pois a depressão na gravidez é uma condição médica séria e atinge muitas mulheres.

O que é a depressão gestacional e quais os sintomas?

Muitas vezes confundida com as oscilações de humor comuns da gravidez, a depressão gestacional é uma doença psiquiátrica.

Ela é provocada por uma combinação de intensas alterações hormonais e fatores emocionais ou sociais.

O diagnóstico precoce é fundamental para a saúde da mãe e do bebê. Os principais sinais de alerta incluem:

  • Tristeza persistente e crises de choro sem motivo aparente.

  • Sentimento profundo de culpa, incapacidade ou desespero.

  • Falta de conexão emocional com o bebê ou com a gestação.

  • Ansiedade extrema e medos obsessivos em relação ao futuro.

  • Alterações graves no sono (insônia ou sono excessivo) e apetite.

  • Isolamento social e perda de interesse por atividades que antes traziam prazer.

No caso de Virginia, a situação preocupou a família, embora ela tenha escondido o diagnóstico do público. “Foi aí que minha mãe foi para Goiânia, porque eu estava realmente vivendo uma depressão. E ninguém sabia. Eu continuei postando tudo normal nessa época da gestação”, contou.

As opções de tratamento adequadas

A depressão na gravidez tem tratamento e não deve ser negligenciada. A falta de assistência médica adequada pode trazer riscos para o parto e afetar o desenvolvimento do feto.

As principais abordagens terapêuticas são:

  • Psicoterapia: O acompanhamento com psicólogo é a primeira linha de tratamento. A terapia ajuda a gestante a processar os medos, culpas e as mudanças drásticas da maternidade.

  • Acompanhamento psiquiátrico: Em casos moderados a graves, o uso de medicamentos antidepressivos pode ser necessário. O médico psiquiatra avalia opções seguras que não prejudicam o bebê.

  • Rede de apoio: O acolhimento de familiares e amigos próximos é indispensável para o processo de cura.

Para a influenciadora, a melhora veio após o chá revelação.

“Quando eu soube que ia vir a Maria Alice, tudo mudou. Eu nunca mais pensei que eu não queria ser mãe. Foi realmente a virada de chave para a minha vida. Foi o maior amor que eu já senti no mundo”, declarou.

A persistência da culpa materna

Hoje, Virginia também é mãe de Maria Flor, de 3 anos, e de José Leonardo, de 1 ano. Mesmo curada da depressão, ela admite que a maternidade ainda impõe desafios diários ligados à saúde mental.

Ela explicou que as telas de internet nem sempre mostram a realidade completa.

“As pessoas às vezes me veem fazendo as coisas e acham que está tudo bem, mas quem é mãe sabe a culpa que a gente carrega por, às vezes, sair para trabalhar e deixar os filhos”, concluiu.

Ao notar os primeiros sinais de desânimo prolongado na gestação, procure ajuda médica especializada imediatamente.

Advertisement

Você também vai gostar

Guia da Saúde

Com a chegada da primavera, aumenta o tempo ao ar livre e a exposição à radiação UV

Doenças

Sedentarismo, alimentação desequilibrada, estresse e sono ruim estão entre os fatores que podem prejudicar a saúde cardiovascular

Saúde

Alta acidez e presença de açúcar podem favorecer desgaste do esmalte, sensibilidade e cáries quando o consumo é frequente

Saúde

Atividade física, ergonomia e alimentação adequada podem ajudar a proteger músculos, articulações e ossos