A atriz Gabriela Loran revelou detalhes do processo de cirurgia de redesignação sexual em entrevista ao programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga.
Segundo ela, o investimento total foi de cerca de R$ 115 mil. O valor incluiu passagens aéreas, estadia e acompanhamento médico especializado no pós-operatório.
Mais do que o custo, o relato trouxe à tona um ponto central para a saúde física e emocional de pessoas trans: o respeito ao tempo individual, às escolhas pessoais e ao cuidado integral em procedimentos médicos complexos.
Um processo planejado e acompanhado
Gabriela contou que realizou a cirurgia na Tailândia, país conhecido por centros especializados nesse tipo de procedimento.
O pacote incluiu passagens aéreas, hospedagem e acompanhamento médico constante. A atriz permaneceu 27 dias no país, acompanhada por três enfermeiras durante todo o período de recuperação.
Ela explicou que o processo começa antes mesmo da cirurgia.
“Tem uma primeira consulta com o cirurgião, com psicólogo e psiquiatra, para validar esse processo e ter certeza de que você quer fazer”, afirmou.
Essa etapa é essencial para garantir segurança física e emocional ao paciente.
Cirurgia não define identidade
Durante a entrevista, Gabriela fez questão de reforçar que a cirurgia não valida — nem invalida — a identidade de uma mulher trans.
“A cirurgia não transforma uma pessoa trans em mais mulher ou menos mulher. Cirurgia nenhuma vai validar nada de ninguém”, disse.
Ela também destacou que nem todas as pessoas trans desejam ou precisam passar por procedimentos cirúrgicos, e que todas as escolhas devem ser respeitadas.
Respeito ao próprio tempo
No seu caso, a decisão foi resultado de um processo longo e feito no próprio ritmo.
“Eu entendi que eu queria, porque era algo para mim. Eu sabia que ia passar, tanto que eu não tinha pressa. Eu aguardei”, relembrou.
Segundo a atriz, algumas pessoas sentem a necessidade de realizar a cirurgia mais cedo, enquanto outras não. O mais importante é que a decisão seja consciente e livre de pressões externas.
Saúde integral vai além da cirurgia
Gabriela ressaltou que todo o processo foi conduzido de forma planejada e com acompanhamento profissional.
Ao compartilhar sua experiência, ela buscou deixar claro que, embora a cirurgia tenha sido importante para ela, cada pessoa trans tem seu próprio caminho, necessidades e escolhas.
“Eu me perguntei muitas vezes antes de fazer: ‘estou fazendo isso por mim ou pela pressão externa?’. E todas as respostas eram: por mim”, concluiu.
Informação também é cuidado
O relato amplia o debate sobre saúde, autonomia e bem-estar da população trans. Também reforça a importância do acesso à informação, ao acompanhamento médico adequado e ao respeito às individualidades.
Em temas de saúde sensíveis, ouvir quem viveu o processo ajuda a combater estigmas e a promover uma abordagem mais humana e responsável.
Leia também:


































