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Incontinência urinária: por que o problema é mais comum na menopausa

Queda hormonal e perda de colágeno são os principais vilões; saiba como tratar o desconforto que afeta a autoestima feminina

Mulher de 50 anos, de cabelo branco, sentada no computador com rosto preocupado.
Confira a relação entre incontinência urinária e menopausa - Foto: Shutterstock

Amanhã, 14 de março, é o Dia Mundial da Incontinência Urinária. A data serve de alerta para um problema que afeta milhares de mulheres, mas que ainda é cercado de tabus.

Muitas pacientes acreditam que perder urina na maturidade é “normal”. Porém, a medicina afirma: o escape involuntário tem tratamento e não deve ser aceito como parte natural do envelhecimento.

Por que a incontinência urinária piora na menopausa?

A relação entre o fim do ciclo reprodutivo e a bexiga é direta. Segundo o Dr. Igor Padovesi, ginecologista e autor do livro “Menopausa Sem Medo”, a queda hormonal é a grande culpada. Com a diminuição do estrogênio, o corpo perde colágeno rapidamente.

Essa perda de proteína causa flacidez nos tecidos de sustentação da região pélvica. A uretra feminina já é naturalmente curta.

Sem o suporte adequado dos músculos e ligamentos, a bexiga perde a capacidade de segurar a urina com eficiência. O resultado são os escapes que tanto incomodam a rotina.

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“De tão comum, muitas mulheres acreditam que a incontinência urinária é um problema natural na menopausa com o qual elas precisam se acostumar a conviver. É comum que ocorram limitações na rotina e algumas até evitem algumas atividades em decorrência dos sintomas”, explica o médico.

Os dois tipos principais de incontinência

Nem toda perda de urina é igual. Identificar o seu tipo é o primeiro passo para um tratamento de sucesso.

1. Incontinência de urgência

É aquela vontade súbita e incontrolável de ir ao banheiro. Muitas vezes, o escape acontece antes mesmo de a mulher chegar ao vaso. Esse quadro é conhecido como síndrome da bexiga hiperativa.

O músculo da bexiga contrai de forma involuntária. Hoje, existem medicamentos modernos para controlar esses espasmos sem os efeitos colaterais de antigamente.

2. Incontinência de esforço

Neste caso, a urina escapa durante atividades físicas. Tossir, espirrar, pular ou carregar peso gera pressão no abdômen.

Se os músculos do assoalho pélvico estiverem fracos, eles não conseguem fechar a uretra. Esse tipo está muito ligado à genética, ao número de partos e ao esforço físico acumulado.

Como tratar e recuperar a confiança

A boa notícia é que a incontinência urinária na menopausa tem solução. O tratamento varia desde mudanças de hábito até procedimentos tecnológicos.

  • Fisioterapia pélvica: É o padrão ouro para o fortalecimento. Exercícios específicos ajudam a devolver a força aos músculos da região. É como uma “musculação” para o períneo.

  • Rejuvenescimento íntimo: Tecnologias como laser e radiofrequência estimulam o colágeno local. São excelentes para casos leves e moderados.

  • Cirurgia de sling: Para casos que não respondem à fisioterapia, a cirurgia é simples e segura. Uma pequena fita sintética é colocada para dar suporte à uretra, resolvendo o problema de forma definitiva.

Não sofra em silêncio

A perda urinária causa desconforto emocional e pode levar ao isolamento social. Ao notar os primeiros sintomas, procure um ginecologista. O diagnóstico correto permite um tratamento individualizado e eficaz.

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