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Pele na perimenopausa: como cuidar quando os produtos já não funcionam

Alterações hormonais afetam colágeno, elasticidade e exigem novos cuidados

Queda hormonal na perimenopausa pode deixar a pele mais fina e seca
Queda hormonal na perimenopausa pode deixar a pele mais fina e seca - Foto: Divulgação

Durante a perimenopausa, muitas mulheres percebem que a pele muda e os produtos habituais deixam de funcionar. Esse período de transição antes da menopausa provoca flutuações hormonais que afetam diretamente a estrutura da pele. A redução do estrogênio, por exemplo, diminui a produção de colágeno e altera a elasticidade.

Essas mudanças são internas e estruturais. Por isso, apenas trocar cosméticos nem sempre resolve. Especialistas explicam que o cuidado precisa considerar o equilíbrio hormonal e abordagens mais completas.

Por que a pele muda na perimenopausa

A perimenopausa pode durar vários anos e impactar a qualidade da pele de forma gradual. A queda hormonal torna a pele mais fina, seca e menos firme.

Segundo a ginecologista Ana Paula Fabricio, “as flutuações hormonais, especialmente a queda do estrogênio, diminuem a produção de colágeno e deixam a pele mais fina e seca”. A especialista também destaca que a elasticidade diminui e o suporte ósseo e a gordura facial sofrem alterações.

Essas mudanças explicam por que cremes comuns passam a ter menos efeito. O problema não está apenas na superfície, mas na estrutura da pele.

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Quando os produtos não são suficientes

Durante essa fase, é comum perceber queda rápida na qualidade da pele. A médica reforça que o objetivo dos cuidados não é rejuvenescer, mas manter a estrutura cutânea.

“É importante que as mulheres entendam que as intervenções realizadas no momento certo não visam uma aparência mais jovem, mas a manutenção da sustentação estrutural”, afirma Ana Paula Fabricio.

Ela explica que o tratamento muitas vezes começa pelo equilíbrio hormonal. “Ao combinar a terapia hormonal com os procedimentos para a pele, conseguimos melhores resultados no aumento da produção de colágeno”, acrescenta.

Procedimentos que podem ajudar

Além do acompanhamento ginecológico, alguns tratamentos dermatológicos podem ser indicados. O foco costuma ser estimular a produção de colágeno e melhorar a firmeza.

Procedimentos como bioestimuladores, radiofrequência e ultrassom microfocado podem ajudar. Essas tecnologias atuam nas camadas mais profundas da pele e favorecem a renovação do tecido.

Especialistas destacam que a escolha depende da avaliação individual. Nem todos os casos exigem o mesmo tipo de intervenção.

A importância do acompanhamento médico

As alterações cutâneas na perimenopausa não são apenas estéticas. Elas refletem mudanças hormonais sistêmicas que afetam o organismo como um todo.

Ana Paula Fabricio reforça que “o acompanhamento com o ginecologista é fundamental”, pois o especialista tem visão integrada do equilíbrio hormonal e da saúde geral.

Esse cuidado ajuda a tratar a causa das mudanças, e não apenas os sinais visíveis na pele.

Confira também: “Seu intestino pensa: por que ele é chamado de segundo cérebro”.

Cuidados diários que ainda fazem diferença

Mesmo com alterações hormonais, hábitos simples continuam importantes:

  • Manter hidratação adequada.
  • Usar protetor solar diariamente.
  • Priorizar alimentação equilibrada.
  • Dormir bem e controlar o estresse.
  • Evitar excesso de açúcar e álcool.

Essas medidas ajudam a preservar a qualidade da pele durante a transição hormonal. Com orientação médica e cuidados adequados, é possível atravessar a perimenopausa com mais conforto e saúde.

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